Senado recebe três medidas provisórias com vigência até 1º de junho

O senado recebeu na manhã desta quinta-feira (24) mais três medidas provisórias, que já passaram pela Câmara dos Deputados. As MPs têm prazo de vigência até 1º de junho. Duas delas foram modificadas e transformadas em projetos de lei de conversão (PLVs). Já a MP 819/2018, que autoriza a União a doar recursos para restauração da Basílica da Natividade, teve o texto original mantido sem mudanças.

A obra na basílica é organizada pelo governo palestino e pelas três igrejas que administram a instituição (católica, ortodoxa grega e armênia), com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Serão enviados pelo Brasil R$ 792 mil, o equivalente a US$ 252 mil pelo câmbio de janeiro, data de edição da MP. Segundo a tradição cristã, a basílica, que fica na cidade de Belém, abriga uma gruta onde nasceu Jesus e é considerada Patrimônio da Humanidade.

Mobilidade urbana

O PLV 11/2018, resultado da MP 818/2018, prorroga até 31 de dezembro de 2021 o prazo para que 83 regiões metropolitanas entreguem seus Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). O governo alega que até o momento não há PDUI elaborado de acordo com os requisitos exigidos pelo Estatuto da Metrópole, sendo que apenas sete regiões metropolitanas, das 20 mais importantes do país, iniciaram o plano, que deveria ser elaborado até janeiro de 2019.

Territórios

Outro projeto de lei de conversão que já está no Plenário pronto para ser votado é o 7/2011, fruto da MP 817/2018, editada para regulamentar a inclusão de servidores de ex-territórios nos quadros da União. A medida garante a incorporação dos servidores federais civis e militares do Amapá, de Rondônia e de Roraima.

O senador Romero Jucá (MDB-RR) foi o relator na comissão mista que aprovou o projeto de lei de conversão. Ele acatou emendas que incluem cinco novas categorias no processo, como servidores da segurança pública aprovados em concurso público no ano de 1993, além de servidores do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa, das câmaras de vereadores, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual, todos do Amapá.

Todos profissionais que satisfizerem os requisitos de enquadramento farão parte de um quadro em extinção, e as vagas serão extintas após sua aposentadoria.

Prazo

A medida provisória tem força de lei desde sua edição e vigora por 120 dias, no máximo. Caso não seja votada no prazo de 60 dias de sua edição, é automaticamente prorrogada uma única vez por igual período. No Congresso, é analisada inicialmente por uma comissão mista, onde pode receber modificações. Caso isso ocorra, é transformada num projeto de lei de conversão. Depois da comissão mista, o texto segue para votação primeiro no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado.

Na pauta do Senado, já constam outros três projetos de lei de conversão para serem votados. Eles também têm validade até 1º de junho (ver quadro abaixo).

Agência Senado

Da Redação | 24/05/2018

Link : https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/05/24/senado-recebe-tres-medidas-provisorias-com-vigencia-ate-1o-de-junho

O elo entre água, alimentos e energia no vale do paraíba e litoral norte paulista

Pesquisa pretende obter dados de jovens sobre o consumo de água, alimentos e energia e sobre suas percepções quanto à conexão entre esses elementos

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia do câmpus da Unesp de Guaratinguetá realizam uma pesquisa com jovens da região do Vale do Paraíba e do Litoral Norte do estado de São Paulo para entender a percepção e vivência sobre o uso de água, energia e alimentos, e como esses recursos estão interligados.

O projeto, intitulado “(Re)Conectando o nexo: experiências e aprendizado de jovens brasileiros sobre alimentos-água-energia, é desenvolvido em parceria com pesquisadores das universidades britânicas de Birmingham, Leicester e Northampton, e é financiado em conjunto pela Fapesp e pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC, da sigla em inglês), uma organização que apoia projetos de desenvolvimento social e econômico em países emergentes como o Brasil.

Do lado brasileiro, a equipe de pesquisadores é coordenada por José Antônio Perrella Balestieri, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. “Nexo é você entender como mexer em uma das variáveis pode impactar outras. É a relação de dependência que temos entre estes três elementos, e de como o uso de um impacta o outro”, explica.

Em um contexto de crescimento populacional, aumento de consumo e mudanças climáticas, faz-se necessário compreender de forma sistêmica as interações entre o ambiente natural e as atividades humanas, de forma a gerenciar racionalmente os recursos. Portanto, a abordagem proposta pela pesquisa é de analisar a complexa e dinâmica inter-relação entre água, alimento e energia, tentando antecipar potenciais trocas e sinergias entre esses recursos e oferecer respostas viáveis, que atendam aos interesses de diferentes setores envolvidos.

Por suas características, a abordagem do projeto exige um trabalho multidisciplinar, que deve levar em conta fatores sociais, econômicos e ambientais. Por conta disso, a equipe tem profissionais de diferentes áreas. Entre os brasileiros envolvidos, há engenheiros, biólogos, geólogos, especialistas em análise de dados e profissionais ligados à área de educação. Já a equipe do Reino Unido é composta por pesquisadores das áreas de ciências sociais e geografia. “Deste modo, o grupo pode abordar as questões de natureza mais técnica – campo das engenharias – para a implantação de boas práticas visando ao uso racional de recursos naturais, mas sem esquecer os aspectos econômicos, sociais e ambientais envolvidos”, explica Balestieri.

Águas do Vale sob ameaça

A região onde é realizada a pesquisa compreende a porção paulista da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, que se estende pelo Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, pela Zona da Mata, na divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, e por boa parte do interior fluminense. Seu principal rio, o Paraíba do Sul, percorre uma extensão de 1150 km desde a confluência dos reservatórios dos rios Paraibuna e Paraitinga, até desaguar no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

A bacia compreende uma das regiões mais desenvolvidas e povoadas do país, e é responsável pelo abastecimento de importantes centros urbanos, tais como as regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. No entanto, a despeito de sua importância, o rio Paraíba do Sul é vítima de um descaso histórico, recebendo toneladas de efluentes industriais e esgoto sem qualquer tratamento.

A degradação do bioma da Mata Atlântica e a alteração dos regimes de chuva por eventos climatológicos fazem com que a bacia possa sofrer processos de assoreamento e ter períodos de escassez de água. Para Paulo Valladares Soares, geólogo e um dos membros integrantes da pesquisa, “algumas medidas precisam ser tomadas para que a água cumpra o seu papel na região – de precipitar, infiltrar no solo e abastecer as nascentes dos rios. Com a atual situação, o que temos é uma limpeza do solo e o seu deslocamento para dentro do leito dos rios. Sem a infiltração da água, não a temos disponível para captação e abastecimento dos rios em períodos de escassez de chuvas”.

Foco no público jovem

A metodologia da pesquisa consiste na captação e interpretação de dados quanti e qualitativos de cerca de 5 mil crianças e jovens entre 10 e 24 anos da porção paulista do Vale do Paraíba e do Litoral Norte de São Paulo por meio da realização de entrevistas e da aplicação de um questionário. O objetivo é entender como eles utilizam os recursos água, alimento e energia no cotidiano e como percebem a conexão entre os três elementos.

A escolha desta faixa etária para a realização da pesquisa é estratégica, já que hoje, no Brasil, correspondem a aproximadamente 24% de toda a população. Além disso, serão agentes de mudanças necessárias nas próximas décadas. “É este público que estará, em alguns anos, à frente da educação, da gestão pública ou de empresas e comércios. Precisamos começar a pensar em como transferir para eles o comprometimento com a sustentabilidade”, explica Balestieri. “Para isso, é preciso primeiramente realizar um diagnóstico de como eles se relacionam com os elementos da pesquisa, para então estabelecer políticas públicas que conduzam a uma educação para a sustentabilidade”.

Segundo Rachel Nunes Leal, bióloga e pesquisadora do projeto, “o simples fato de responder a um questionário leva a refletir seus hábitos”. Ela exemplifica com o caso de uma escola de Taubaté, no Vale do Paraíba, onde a pesquisa levou os alunos a se mobilizarem e adotarem melhores práticas para a economia de água e energia, assim como para evitar o desperdício de alimentos.
“O questionário, por si só, não tem a função de instruir, mas o que eu tenho observado é que os jovens são levados a pensar e resgatar conhecimentos”. Segundo Rachel, a pesquisa é bem recebida não só por jovens em idade escolar, mas também por professores, pais e alunos do EJA (programa de educação de jovens e adultos). “Quando nos apresentamos como pesquisadores da Unesp desenvolvendo uma pesquisa com colaboração internacional que quer ouvi-los, eles se sentem valorizados. Sentem a atenção do poder público para com a sociedade”.

A etapa de coleta de dados se encontra em fase final. Até o momento, mais de 4 mil jovens responderam o questionário e 48 foram entrevistados, em cerca de 20 municípios. A próxima etapa será a análise dos dados para extrair informações que possam resultar em políticas públicas nas questões envolvendo o a relação água-alimento-energia.

Eduardo Cruz Moraes é formado em ciências biológicas e mestre e doutor em biologia funcional e molecular. É aluno do curso de especialização em jornalismo científico no Labjor e bolsista Mídia Ciência (Fapesp).

Com Ciência 24/05
Revista Eletrônica de Jornalismo Científico
Link: http://www.comciencia.br/o-elo-entre-agua-alimentos-e-energia-no-vale-do-paraiba-e-litoral-norte-paulista/

Integração do transporte público na Grande Florianópolis é foco de seminário

O Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) realizou nesta segunda-feira (21) um seminário com especialistas no setor de mobilidade urbana. O evento teve apoio da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf).

Um dos resultados do encontro foi identificar e discutir o principal problema da região metropolitana: a falta de integração entre os sistemas municipais e intermunicipais.
Conforme matéria do jornal Notícias do Dia (ND), de Joinville, um dos focos do Seminário foi debater soluções que permitam um transporte coletivo mais eficiente, ambientalmente correto, com preço justo e rápido.

A exemplo de outras regiões metropolitanas brasileiras, o passageiro da Grande Florianópolis também sofre com a falta de integração. Como exemplo, a matéria do ND cita o exemplo de um morador do município Biguaçu que precise se deslocar até Palhoça: “ele precisa pegar um ônibus até o Centro de Florianópolis para fazer uma conexão até o destino final”, informa o jornal. Resultado: o passageiro é obrigado a pagar duas tarifas cheias, além de sofrer com os congestionamentos para entrar e sair da Ilha de Santa Catarina.

A proposta de uma rede integrada do transporte com oito municípios foi apresentada e debatida no Seminário desta segunda-feira (leia mais aqui). A Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano exclui a capital Florianópolis, e abrange as cidades que possuem contrato de concessão do transporte coletivo em vigor. O objetivo do projeto é integrar o transporte coletivo nestas cidades com uma única política tarifária.

“Hoje temos linhas sobrepostas que não têm integração, nas quais o usuário precisar pagar caro e percorrer longas distâncias desnecessárias. Nosso objetivo é oferecer deslocamentos mais curtos, com tarifas mais baixas, mais horários e a maior abrangência territorial que estimule o desenvolvimento dos municípios”, explicou o diretor técnico da Suderf, Célio José Sztoltz.

Os oito municípios da região metropolitana – São José, Biguaçu, Palhoça, Antônio Carlos, Santo Amaro da Imperatriz, São Pedro de Alcântara, Águas Mornas e Governador Celso Ramos – transportam atualmente 150 mil passageiros: 70% utilizam o transporte intermunicipal e 30% o municipal. O governo do Estado de Santa Catarina deve encaminhar um projeto de lei nos próximos três meses para a Assembleia Legislativa transferindo para a Suderf a gerência de todas as linhas, municipais e intermunicipais.

Célio Sztoltz informou ainda que os passageiros da região metropolitana vão usar apenas um bilhete, tanto nos ônibus municipais como nos metropolitanos, as tarifas serão integradas, mas não haverá tarifa única: elas devem ser divididas em cinco patamares. O primeiro valor tarifário é para quem circula dentro do próprio município. O segundo para quem passa para uma cidade vizinha, o terceiro valor para quem circular por dois municípios e, assim, sucessivamente.

INVESTIMENTO EM ÔNIBUS LIMPOS

Outra proposta debatida no Seminário foi quanto a formas de melhorar o transporte coletivo. Uma delas é a modernização da frota, visando maior eficiência, economia, conforto e saúde. Mais do que comprar novos ônibus, o projeto visa investir em tecnologia de energia limpa, com veículos a gás ou elétricos. Através da economia que se espera alcançar na otimização das linhas será possível renovar 5% da frota no início do processo de integração.

Olímpio de Melo Alvares Júnior, coordenador da comissão de meio ambiente da Associação Nacional de Transporte Públicos (ANTP), um dos expositores presentes, lembrou a estreita relação entre congestionamentos e poluição. “Quem está dentro do habitáculo do veículo respira mais gases poluentes em relação a um pedestre na rua, isso porque os carros estão no mesmo fluxo. A taxa de emissão é de oito a dez vezes maior durante um congestionamento e piora em dias de inversão térmica”, advertiu.

Outro destaque no Seminário promovido na UFSC foi o ex-secretário de Mobilidade e Infraestrutura de Lisboa (Portugal), o engenheiro civil Fernando Nunes da Silva. Nunes afirmou que o problema foi o transporte individual de passageiros ter sido pensado como solução da mobilidade no futuro.

“Por ingenuidade, porque pensavam que o automóvel seria a solução na mobilidade do futuro, nos deixamos fascinar pela tecnologia e pelo concreto armado. Isso não significa que o ônibus é a solução para todos os problemas, na verdade, todos os meios de transporte são importantes, a questão é saber combinar e dosar a utilização de cada um”, destacou.

Diário do Transporte
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Desemprego em Sergipe atinge marca histórica, diz IBGE Pesquisa considera informações dos três primeiros meses deste ano

Sergipe registrou o maior índice de pessoas desempregadas no primeiro semestre de 2018. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estado registrou uma taxa de desocupação, também chamada de taxa de desemprego, de 17,1% das pessoas em Sergipe. O valor é o mais alto da série histórica do levantamento, que teve início no primeiro trimestre de 2012. A taxa cresceu 3,6% entre o último trimestre de 2017 e o primeiro trimestre de 2018.

A taxa de desemprego hoje é quase duas vezes maior do que a registrada no primeiro e terceiro trimestres de 2015, quando o indicador registrou o valor mais baixo da série histórica (8,6%, em ambos os casos). Ela também interrompe uma série de três trimestres consecutivos de queda no desemprego, já que a taxa vinha caindo desde a passagem do primeiro para o segundo trimestre do ano passado.

Segundo dados do IBGE, Sergipe está entre os cinco estados com maior percentual de população em situação de desemprego no primeiro trimestre de 2018. Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Alagoas (17,7%) e Pernambuco (17,7%), encabeçam a lista. Entre as Regiões Metropolitanas, a região de Aracaju (19,8%) está entre as três regiões com as maiores taxas.

Por G1 SE 17/05

Link: https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/desemprego-em-sergipe-atinge-marca-historia-diz-ibge.ghtml

Em alta, os gastos dos brasileiros chegarão a R$ 4,4 trilhões em 2018

Pesquisa IPC Maps prevê um crescimento significativo do consumo per capita em relação aos últimos três anos

Após um longo período de estagnação, as famílias brasileiras retomam os hábitos de consumo e devem movimentar R$ 4,4 trilhões na economia até o final deste ano, o que significa um aumento real de 3% (variação de R$ 240,7 milhões) em relação a 2017. Com os recursos de volta ao bolso do consumidor, o empreendedorismo desacelera. A abertura de novas empresas passa a manter um padrão de crescimento, sobretudo sadio, compatível com a realidade atual. Esses são os principais destaques do estudo IPC Maps 2018, especializado no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.

O trabalho conclui, ainda, que, o fenômeno da interiorização, em ascensão desde 2015, começa a perder sua participação no cenário do consumo (de 55% em 2017, cai para 54% neste ano), cedendo espaço ao restante do Estado, representado pelas capitais e, principalmente, suas regiões metropolitanas, cuja evolução é da ordem de 45% para 45,8%. Para Marcos Pazzini, responsável pela pesquisa, esse novo cenário “deve-se muito mais pelas cidades próximas das capitais, também conhecidas como cidades-dormitório, do que pelas capitais propriamente ditas, que também sofreram uma pequena redução”. De acordo com o levantamento, o perfil dos gastos nas capitais de 29,8% caiu para 29,6%.

Perfil básico – O potencial de consumo das famílias brasileiras em 2018 é de R$ 4,45 trilhões, estimando-se um índice de inflação IPCA de 3,70%. A população total registra 209,2 milhões de habitantes, com 84,7% (177,2 milhões) residindo na área urbana. O consumo per capita urbano soma R$ 23.365,89, enquanto o rural, R$ 9.511,79.

Primeiros reflexos – O IPC Maps registra um total de 20.785.786 empresas instaladas no Brasil — um crescimento de apenas 0,15% em relação ao ano passado, o que para Marcos Pazzini, é positivo. “O aumento significativo de empresas instaladas nos anos anteriores, mesmo com a crise, não representava um crescimento real, nem saudável, pois muitas eram abertas como ME na tentativa de pagar menos impostos”, considera.

Em 2018, o destaque fica para as MEIs, que incrementou em 44,4% seu patamar em relação a 2017, somando 4.745.577 unidades no País. As empresas com mais de 500 funcionários também se expandiram em 36,5%, registrando 8.891 unidades, e aquelas com até nove funcionários ampliaram somente 0,25%, totalizando 20.200.187. Nas demais faixas, entre 10 e 99 funcionários, houve uma retração de 4,3%, representando atualmente 537.774 unidades.

Base consumidora – O perfil do consumo urbano por extratos sociais apresenta pequenas variações, mantendo em geral as características dos últimos anos. A classe B, presente em 22,3% dos domicílios, lidera o ranking, respondendo por 40,4% (cerca de 1,67 trilhão) do desembolso dos recursos. Em seguida vem a classe média (C), predominando em 48,2% das residências e movimentando 36,5% (R$ 1,51 trilhão). No topo da pirâmide, a classe alta (A), com 2,6% dos domicílios, recupera os 13,4% (ou R$ 555,3 bilhões) registrados em 2016, contra os 12,9% de 2017. Em contrapartida, a classe D/E, reduz seus gastos de 10,3% em 2017, para 9,6 % (ou R$ 396,5 bilhões) neste ano, em 27% dos domicílios. Já, na área rural do País, os gastos evoluem para R$ 304,8 bilhões, ante os R$ 300 bilhões registrados em 2017.

Cenário Regional – Em termos regionais, o Sudeste segue liderando o consumo com 48,81% (ante 48,78% de 2017), seguido pelo Nordeste que mantém os 18,84% anteriores, e pela região Sul que, com praticamente um terço da população do Nordeste, amplia sua participação para 18,07% (contra 17,94%). Já, a região Centro-Oeste cai de 8,51% para 8,39%, bem como a Norte que, de 5,93% chega a 5,89%.

Mercados potenciais – Embora com uma pequena retração em relação ao ano passado, os 50 maiores municípios são responsáveis por 39,73%, o que equivale a R$ 1,7 trilhão de tudo o que é consumido no País.

No ranking dos municípios, permanecem como maiores mercados, por ordem decrescente, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Goiânia. Conquistando o 10º lugar, está Campinas que, assim como Recife, em 11º, subiram uma posição, ultrapassando Manaus. Cidades como Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos e Osasco, no Estado de São Paulo, além de São Gonçalo, Niterói e Nova Iguaçu (RJ), Joiville (SC), Caxias do Sul (RS) Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora (MG) também ganham evidência nessa lista.

Geografia da Economia – O setor de Serviços, ainda que com sua fatia reduzida em 1,2%, concentra quase metade (48,3%) das atividades empresariais do País. Em seguida, vem Comércio se mantendo estável em 32,8%, Indústrias com 15,8% — um incremento de 4,9%, e, por fim, Agronegócio, respondendo por cerca de 2,9%. A maior parte desses estabelecimentos situa-se na região Sudeste, cerca de 50,5%, equivalendo 10.512.860 unidades. Na sequência, aparece o Nordeste com 3.724.000 (17,91%) sendo quase alcançado pelo Sul, que conta com 3.722.291 (17,90%). Já as regiões Centro-Oeste e Norte abrigam, respectivamente, 1.754.935 (8,44%) e 1.071.700 (5,15%) das empresas.

Já, na análise quantitativa das empresas para cada mil habitantes nota-se resultados interessantes. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste encabeçam a lista com, respectivamente, 124,73, 120,12 e 109,09 empresas por mil habitantes; enquanto que, bem abaixo da média, estão as regiões Nordeste, com 64,68, e Norte, contando com apenas 58,91 empresas/mil habitantes.

Hábitos de consumo – O IPC Maps também revela onde os consumidores gastam sua renda, trazendo um comparativo, inclusive, por classes sociais. A manutenção do lar (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás) lidera a lista de consumo, absorvendo 26,8% do mercado. Os demais itens também são básicos, como: alimentação (17,2% no domicílio e fora), transportes e veículo próprio (7,5%), vestuário e calçados (4,8%), materiais de construção (4,4%), recreação, cultura e viagens (3,3%), medicamentos (3,2%), eletrodomésticos e equipamentos (2,4%), educação (2,2%), higiene pessoal (2,2%), móveis e artigos do lar (1,9%), bebidas (1,2%) e artigos de limpeza (0,7%), entre outros.

Faixas etárias – A exemplo dos últimos anos, a população segue envelhecendo em 2018. Os idosos (a partir de 60 anos) já são mais de 26,9 milhões, o que significa 12,9% dos brasileiros, sendo a maioria formada por mulheres (55,7%). A faixa etária economicamente ativa, de 18 a 59 anos, equivale a 126,4 milhões, ou 60,4% do total dos habitantes. Os jovens e adolescentes, entre 10 e 17 anos, somam 26,5 milhões, sendo superados pelas crianças de até 9 anos, que representam 29,3 milhões.

Sobre o IPC Maps – Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do País, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento. Este trabalho traz múltiplos indicativos dos 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc., possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, o IPC Maps traz, também, um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.

Portal Segs
Escrito ou enviado por Lívia Aragão 16/05

Interior Paulista se consolida como maior mercado consumidor do País

Quem avalia e divulga a informação é a consultoria especializada IPC Marketing Editora

Interior Paulista aumenta participação no potencial de consumo do Estado

O Interior Paulista se consolidou como o maior mercado consumidor do País e vem se distanciando nesse posto da Região Metropolitana de São Paulo, segundo a consultoria especializada IPC Marketing Editora. De acordo com o levantamento de 2018, que acaba de sair do forno e será divulgado nesta quarta-feira (16), o Interior Paulista representa 53,4% da soma do total em dinheiro a ser gasto com alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário e educação, entre outros itens, em todo o Estado de São Paulo, contra 46,6% da capital e os demais 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Renda per capita urbana superior

De acordo com o IPC Marketing 2018, o potencial de consumo no Interior Paulista em 2018 é de R$ 654,4 bilhões e o da Região Metropolitana de São Paulo, R$ 571,9 bilhões. Outro dado que mostra a força do Interior Paulista é o consumo per capita urbano, de R$ 27.886 por ano, contra R$ 26.658 na Região Metropolitana de São Paulo. Os dados do Interior Paulista incluem o Litoral, num total de 606 municípios, enquanto os da Região Metropolitana de São Paulo se referem aos 39 municípios oficialmente agrupados.

Tendência consolidada

Os números da IPC Marketing Editora confirmam a tendência de consolidação da força dos mercados regionais paulistas, na opinião do presidente da APJ (Associação Paulista de Jornais), Renato Zaiden. O ranking de 2018 é uma informação relevante que, segundo ele, deve ser considerada pelos chamados players nas suas decisões de estratégias de comunicação dirigidas ao mercado consumidor.

A hora é agora

Com base nesse papel do Interior de protagonista do crescimento da economia paulista, Zaiden afirma que a APJ, entidade que reúne 16 dos principais jornais regionais do Estado, e a maior audiência em web, irá realizar novamente com os candidatos a governador a consagrada “Agenda São Paulo”, com foco no contexto do desenvolvimento paulista, considerando as vocações de cada região e seu respectivo mercado. E, ao mesmo tempo, a entidade prepara um grande projeto de real valorização e reconhecimento da importância desses jornais e portais líderes do primeiro mercado consumidor do país – o Interior Paulista.

Crescimento real

Em 2017, o Interior de São Paulo já representava 52,8% do potencial de consumo paulista, contra 47,2% da Região Metropolitana de São Paulo. Portanto, houve crescimento real do potencial de consumo do Interior Paulista, frente à Região Metropolitana de São Paulo, nos últimos 12 meses.

Virada inédita

Foi em 2012 que o Interior Paulista ultrapassou em números, pela primeira vez, a Região Metropolitana de São Paulo e ganhou o posto de maior mercado consumidor do País, no ranking da IPC Marketing Editora. Foi uma virada histórica, que apontou uma tendência que se mostra irreversível na economia. O consumo dos domicílios das cidades do Interior Paulista, naquele ano, somou 50,2% do total do Estado, contra 49,8% da Região Metropolitana de São Paulo, uma diferença aparentemente pequena. Mas desde então, a posição do Interior não apenas foi mantida, como vem ganhando distância da Região Metropolitana de São Paulo, a cada ano, como mostram os números obtidos neste ano com exclusividade pela APJ para esta coluna.

Ranking do Interior

São estas, pela ordem, segundo o IPC Marketing, as cidades de maior potencial de consumo no Interior Paulista: Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Jundiaí, Piracicaba, Bauru, Franca, Limeira, São Carlos, Taubaté, Sumaré, Americana, Marília, Indaiatuba, Araraquara, Rio Claro, Araçatuba, Santa Barbara d’Oeste e Presidente Prudente. Todas elas estão entre as 130 maiores cidades em potencial de consumo em todo o país.

E mais

Na Região Metropolitana de São Paulo, além da capital, que é a metrópole de maior potencial de consumo no país, destacam-se no ranking, pela ordem, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Osasco, Mauá, Diadema e Mogi das Cruzes. Santos puxa o ranking do Litoral, seguida de São Vicente, Praia Grande e Guarujá.

ABC se destaca

No ranking 2018 da IPC Marketing Editora, o Grande ABC se tornou o quarto maior polo consumidor do País, após oito anos ocupando a quinta posição do ranking nacional do estudo. O potencial de consumo da região este ano é de R$ 75,95 bilhões.

Rodada no Interior

A agência Investe São Paulo, ligada ao governo estadual, realizou na sexta-feira (11), em Araçatuba, seu último de uma série de 18 eventos em cada uma das regiões administrativas do Estado de São Paulo. Os encontros, dirigidos a empresários, gestores municipais, representantes de entidades e comerciantes, tiveram o objetivo de apresentar serviços oferecidos por órgãos do governo para movimentar a economia paulista.

Dicas

Para a atração de investimentos no Interior Paulista, os participantes foram orientados sobre a importância de utilizar informações estratégicas nas decisões de investimento, como projetos de apoio ao exportador, o programa de assessoria às empresas recém-abertas na Jucesp e cursos da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).

JCNET
Nacional / 16.05

Link: https://www.jcnet.com.br/Nacional/2018/05/interior-paulista-se-consolida-como-maior-mercado-consumidor-do-pais.html