Como buscar qualidade de vida usando a mobilidade urbana em 2019

Tendências mais eficientes e sustentáveis são motivadas pelas novas gerações, preocupadas com o aproveitamento do tempo e a preservação do meio ambiente

A prioridade da população em relação à mobilidade urbana está em transformação. As novas gerações estão mais preocupadas com o meio ambiente, buscam mais qualidade de vida e valorizam o seu tempo. Essa mudança de comportamento provocou o desenvolvimento de soluções mais eficientes para o deslocamento diário, como o compartilhamento de carros, a compra de veículos mais tecnológicos e sustentáveis e o uso de bicicletas, entre outros meios de locomoção.

Há uma preocupação cada vez maior em facilitar os trajetos para otimizar o tempo, além de amenizar os impactos ambientais causados pelos combustíveis fósseis. O uso de automóveis compartilhados, tendência que se confirma em todo o mundo como uma alternativa para reduzir o trânsito intenso e as despesas com transporte, também ganha força no Brasil. Além das opções de carros com motorista, existem as caronas corporativas e o aluguel de veículos particulares e de empresas.

Outro modelo de mobilidade sustentável que cresce no país é o de bikes. A implantação de ciclovias por órgãos públicos e o oferecimento de frotas, por meio de parcerias público-privadas, em pontos de fácil acesso nos grandes centros, têm incentivado novos usuários. Entre as novidades, as bicicletas elétricas são mais democráticas e atendem quem não tem o hábito de fazer atividade física ou procura mais conforto. Os patinetes elétricos, também em alta, estão em fase de regulamentação. Especialistas afirmam que há espaço para recursos ainda mais inovadores e não há limite para o desenvolvimento de novos modelos de mobilidade sustentável.

“É fato que as novas gerações têm menor interesse em ter um carro próprio e estão mais preocupadas com a preservação ambiental. Para muitos, comprar um smartphone mais moderno, ter acesso a novas tecnologias, viajar e buscar viver outras experiências é mais importante do que tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ao completar 18 anos. Isso é percebido especialmente nas gerações Y, também conhecida como millennium, e Z, que tiveram acesso mais cedo à tecnologia e têm um olhar diferenciado sobre economia compartilhada”, explica Guillermo Petzhold, especialista em mobilidade urbana no WRI Brasil (Instituto de Recursos Mundiais).

O engenheiro ainda destaca que esses jovens buscam um trabalho com horários mais flexíveis, que permitam fugir dos períodos de pico no trânsito e em transportes públicos, além da possibilidade de home office. Com isso, as empresas também estão mudando alguns conceitos e há uma preocupação maior com a mobilidade de seus colaboradores.
De acordo com Petzhold, hoje, 80% dos deslocamentos são para trabalho e estudo. Assim, as empresas e universidades também podem buscar contribuir para motivar outros tipos de mobilidade, adotando um plano abrangente para integrar modais, como o uso de bicicletas, caronas e até caminhadas. “Governos e organizações públicas e privadas devem compartilhar a responsabilidade na busca por soluções para os problemas de mobilidade urbana, permitindo uma melhora do clima organizacional, da produtividade e da qualidade de vida”, recomenda.

Para Ricardo Takahira, vice-coordenador do Comitê Técnico de Veículos Híbridos e Elétricos da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE), essa mudança de comportamento é irreversível e só tende a aumentar. “Agora, é preciso pensar na melhoria da integração dos diversos meios de transporte disponíveis e na criação de novos aplicativos que permitam ao usuário programar um deslocamento utilizando vários modais, de acordo com suas necessidades.” Outro ponto importante é a democratização para acesso à mobilidade urbana. “Poderíamos ter, por exemplo, painéis eletrônicos em áreas públicas, com informações sobre os transportes disponíveis na região e o tipo de serviço oferecido, sem a necessidade de usar um smartphone”, diz.

Energia limpa

A indústria automotiva tem buscado soluções mais eficientes, com veículos mais tecnológicos e sustentáveis movidos a combustíveis alternativos e com uso de energias limpas, como os automóveis elétricos e híbridos. “Os veículos elétricos oferecem o menor custo por quilômetro rodado, mas o valor de compra ainda é alto no mercado brasileiro. Por isso, acabam saindo do modelo de posse individual e se tornam uma opção mais eficiente para frotas, como o aluguel para pessoa física por períodos mais longos, de um a três anos, por exemplo. Além disso, já existem frotas de táxi e serviços de compartilhamento de carros elétricos, como é o caso do programa desenvolvido em Fortaleza (CE), por meio de uma parceria público-privada”, comenta Takahira.

Um ponto muito positivo, de acordo com o especialista, é que as soluções de mobilidade urbana estão sendo aplicadas em diversas cidades do país, saindo de grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Para o futuro, esperamos uma grande evolução das soluções que já temos, com maior integração dos modais e o compartilhamento de veículos autônomos elétricos, sempre com foco em buscar uma mobilidade urbana sustentável e melhoria da qualidade de vida.”

Fonte: Quatro Rodas
Data: 26/12/2018
Por: Abril Branded Content

Link: https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/como-buscar-qualidade-de-vida-usando-a-mobilidade-urbana-em-2019/

Transporte hidroviário

Rio – A mobilidade urbana já é um caos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os 3 milhões de cidadãos que circulam por seus 21 municípios enfrentam, em média, 141 minutos no trânsito no deslocamento casa-trabalho-casa, em engarrafamentos que somam 115 quilômetros todos os dias. Essa equação gera um prejuízo de R$ 30,5 bilhões à produtividade do Estado, graças, principalmente, à concentração de empregos e moradias em localidades diferentes e à precariedade do transporte de massa, focado no modal rodoviário.

Os números são de estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em 2016. E a solução para esse caos, apontada pelo próprio estudo e também em nosso entendimento, está na Baía de Guanabara. Novas linhas hidroviárias apresentam capacidade de absorção dessa demanda, que os sistemas rodoviário e metro-ferroviário não conseguem atender.

As ligações entre os municípios de Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo têm potencial para realizar 83.400 viagens/dia, o equivalente à circulação de 30.900 veículos e consequente redução dos congestionamentos em até 25,8 Km/dia. O impacto positivo na produtividade seria de R$ 4 bilhões anuais. Só o trecho Praça XV – São Gonçalo é responsável por 53.200 viagens/dia. Este dado torna irrefutável a necessidade mais do que urgente dessa linha, prevista no contrato original de concessão de serviços públicos de transporte aquaviário. Hoje, 20 anos depois, os moradores de São Gonçalo enfrentam 5 horas diárias no trajeto de casa para o trabalho, e vice-versa.

O que mais preocupa é que o atual edital de licitação, suspenso por tempo indeterminado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), também não prevê a obrigatoriedade da linha Praça XV – São Gonçalo, apenas concede prazo de um ano para apresentação de estudo de viabilidade econômico, financeira e técnica. A verdade é que não há qualquer garantia para sua criação. Outra grande preocupação é o oferecimento da concessão para uma única empresa, em regime de exclusividade, mantendo o estado refém de uma única concessionária, o que pressupõe serviços ruins. Não custa nos lembrarmos da excelência que já foi, um dia, a ligação Praça XV, Niterói e Paquetá via aerobarcos.

Temos, agora, a grande oportunidade de reverter esse quadro com a nova licitação que se desenha. Devemos nos manter atentos para a proposta que será apresentada e prontos para fazer dessa oportunidade a grande ferramenta para corrigirmos os inúmeros equívocos cometidos, há muito, com o transporte hidroviário em nosso Estado.

(* Deputado estadual eleito PSL/RJ)

Fonte: O Dia
Data: 26/12/2018
Por: Gustavo Schimidt

Link: https://odia.ig.com.br/opiniao/2018/12/5604112-transporte-hidroviario.html#foto=1

Prévia da inflação tem menor variação para dezembro desde o Plano Real

Influenciada pela queda nos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – prévia da inflação oficial do país – fechou o mês de dezembro com deflação de 0,16%. É o menor resultado mensal desde julho do ano passado e o menor resultado para dezembro desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Os dados foram divulgados hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a taxa ficou 0,35 ponto percentual menor em relação à variação de preços de novembro, quando o IPCA-15 fechou com alta de 0,19%.

O IPCA-15 serve de parâmetro para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que baliza a meta de inflação definida pelo governo para o ano. Com o resultado de dezembro, a taxa acumulada no ano alta de 3,86%, abaixo do centro da meta anual estabelecida pelo Banco Central, de 4,50% e também dos 4,39% registrados no fechamento do ano passado.

Com a queda de 0,16% do IPCA-15, em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Especial (IPCA-E), que é o IPCA-15 acumulado no ano, fechou o último mês do ano com alta acumulada de 3,86%, abaixo dos 4,39% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em dezembro de 2017, a taxa foi de 0,35%.

Transportes

Puxado pela retração nos preços dos combustíveis, o grupo transportes apresentou a maior queda ao fechar dezembro com deflação de 0,93%. O impacto do grupo para a deflação registrada em dezembro chegou a -0,18 ponto percentual, principalmente por causa da redução de 5,47% nos preços da gasolina – combustível foi o responsável pelo maior impacto individual no índice do mês, com -0,26 ponto percentual.

Entre as áreas pesquisadas, Salvador apresentou a maior queda nesse item: 8,90%. Além da gasolina, o etanol teve queda de 3,0% e o óleo diesel, de -1,93%.

Já no grupo habitação, a queda de 0,52% se deveu, principalmente, à passagem da bandeira tarifária amarela para a verde na conta de energia elétrica.

O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice, no entanto, manteve-se em alta, mesmo tendo desacelerado de 0,53% para 0,35% de novembro para em dezembro. “Isso aconteceu, principalmente, porque a alimentação no domicílio, que tinha registrado alta de 0,85% em novembro, desacelerou para 0,22% em dezembro”, informou o IBGE.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram deflação de novembro para dezembro: transportes (-0,93%), saúde e cuidados pessoais (-0,58%), habitação (-0,52%) e comunicação (-0,07%).

No lado das altas, o destaque ficou com o grupo alimentação e bebidas (0,35%), que apresentou o maior impacto positivo no índice do mês, com 0,08 ponto percentual. Os demais grupos variaram entre o 0,02% de educação e o 0,44% de artigos de residência.

Regiões metropolitanas

As informações divulgadas pelo IBGE indicam que entre as regiões pesquisadas só a metropolitana de Belém fechou o mês de dezembro em alta: 0,27%, puxada pelos preços das passagens aéreas, que chegaram a subir 31,12%, tomate (27,06%) e açaí (12,86%).

Já a maior queda (0,30%) foi registrada em Brasília, devido à redução de 8,75% dos preços da gasolina e dos itens de higiene pessoal (-5,08%). Em São Paulo, a taxa ficou em -0,21%, no Rio de Janeiro em -0,11% e em Belo Horizonte -0,25%.

Metodologia

O IPCA-15 tem a mesma metodologia usada para o IPCA, a inflação oficial do país, mas com período de coleta e abrangência geográfica diferentes. Para o cálculo do IPCA-15, os preços são coletados da última metade do mês anterior à primeira do mês de referência.

O indicador refere-se às mesmas famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Fonte: A Tribuna – Mato Grosso
Data: 21/12/2018
Por: Agência Brasil

Link: https://www.atribunamt.com.br/2018/12/21/previa-da-inflacao-tem-menor-variacao-para-dezembro-desde-o-plano-real-08h43/

Brasiliense tem usado cada vez mais carros do que transporte público

Na contramão do que preconizam as políticas de transporte, o DF tem quase a metade dos trajetos feitos de automóveis ou motocicletas e o tempo gasto neles é cada vez maior. Melhoria da mobilidade urbana exige, além do investimento em transporte público, projetos voltados ao desenvolvimento social

Uso do transporte de massa tem caído no DF nos últimos anos, enquanto cresce a opção pelo uso do carro ou moto nos deslocamentos diários(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
Com uma frota de 1.769.003 veículos, com crescimento médio de 3% ao ano, o Distrito Federal assiste ao aumento dos deslocamentos de carro e à redução do uso do transporte público. O Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos (PDTT-DF), a que o Correio teve acesso com exclusividade, mostra que, em 1990, 32% das viagens eram feitas de automóveis ou motocicletas, índice que passou para 49,5% em 2016. No mesmo período, os trajetos de ônibus e de metrô caíram de 36,1% para 27,7%, apesar da expansão da malha.

O levantamento também revela que os moradores da capital estão andando menos a pé. No período analisado, as caminhadas de até 500 metros despencaram de 32% para 20%. O único aumento constatado foi no ir e vir de bike. Se, em 1990, o percentual era tão baixo que nem aparecia no gráfico, em 2016, esse modo de transporte apareceu como o responsável por 2,8% dos deslocamentos. Pontuou pela primeira vez em 2009, mesmo ano em que se intensificou a construção de ciclovias na cidade, inclusive com aprovação da Lei nº 4.397, que criou o Sistema Cicloviário do Distrito Federal.

A terceira reportagem da série DF sobre Trilhos — a glória do passado e a incerteza do futuro (clique aqui para ler a série completa) mostra que promover a mobilidade urbana é reconhecer o transporte como um direito social de todos os cidadãos: dos que vivem na miséria aos que se encontram nas mais altas faixas de renda. Elaborar projetos que atendam às necessidades de todos exige do gestor público uma visão holística da cidade e dos seus moradores.

Mais do que investir na oferta de ônibus, metrô, trem ou veículo leve sobre trilho, é preciso proporcionar deslocamentos integrados, como preconiza a Política Nacional de Mobilidade Urbana (leia O que diz a lei) e em consonância com as Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), dois instrumentos legais que norteiam para onde a cidade vai crescer e onde as indústrias vão se instalar.

No caso do DF, os planos do metrô para as próximas duas décadas é tirar do papel um projeto antigo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ao longo de toda a W3 e implantar o mesmo sistema no Eixo Monumental. Diferentemente do plano anterior, as árvores da W3 serão preservadas. “A ideia é alargar a calçada dos comércios, transformando o espaço num imenso calçadão. E o VLT desce numa via exclusiva no sentido Setor Hospitalar-Asa Norte. Os carros subirão pela W3 sentido Norte-Sul. Quem quiser fazer o trajeto de carro Sul-Norte seguirá pela rua atrás do comércio ou das residências”, adianta Marcelo Dourado, presidente do Metrô-DF.

Já no Eixo Monumental, o VLT começaria na Rodoferroviária, sentido Praça dos Três Poderes. Entre a Praça do Cruzeiro e o Memorial Jk, ele passaria para o lado Norte da rodovia e desceria até a Esplanada (veja mapa). “Esse trajeto leva em conta as regiões com o maior número de pessoas atendidas. No começo, os moradores do Cruzeiro, da Octogonal e do Sudoeste. Depois, dos órgãos dos governos e setor de esportes”, cita Dourado. O traçado definitivo depende do projeto funcional, uma segunda etapa que analisa todos os fatores da região, como a existência de cabos subterrâneos, galerias de água e a parte ambiental.

Qualidade de vida

Publicação lançada na última semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) coloca a mobilidade urbana entre os principais desafios do país para os próximos anos. A constatação central é de que a população de baixa renda que habita as periferias se afasta cada vez mais das áreas onde se localizam as oportunidades de empregos, de acesso à cultura e à educação.

De acordo com o documento Desafios da Nação, que traça caminhos possíveis para a melhoria desse cenário e o aumento das chances de mobilidade social, é importante que os gestores públicos pensem de maneira conjunta as questões habitacionais, de mobilidade urbana, uso do solo e meio ambiente.

Um dos indícios da deterioração das condições de transporte urbano no país apontado pelo Ipea é o aumento no tempo gasto no trânsito para deslocamentos casa-trabalho. Nesse quesito, o Distrito Federal perde apenas para Rio de Janeiro e São Paulo, regiões metropolitanas onde a população precisa reservar mais tempo, em média, para esses trajetos.

O morador da capital federal gastava pouco mais de 30 minutos, em média, em 2001. Em 2015, esse tempo saltou para 40, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) elaborados pelos autores da publicação do Ipea.

Na Rodoviária do Plano Piloto, as lamentações pelas dificuldades do transporte público se repetem entre os usuários. No espaço em reforma, as vidas de passageiros, comerciantes e trabalhadores informais se entrelaçam diariamente, ainda que por apenas alguns minutos.

Moradora de Planaltina de Goiás, a diarista Denise Silva, 34 anos, leva um tempo ainda maior que o apontado pela pesquisa: uma hora e quarenta minutos de casa até o Sudoeste, onde faz faxina pelo menos uma vez por semana. Cerca de 60km separam as duas localidades. A necessidade de aumentar a renda familiar vale o sacrifício.

“Em Brasilinha (nome popular de Planaltina de Goiás), a faxina é R$ 70 e quase ninguém precisa. Aqui em Brasília, dependendo do lugar, pagam até R$ 170. Então, pego meus dois ônibus e aproveito o tempo para ficar olhando o celular”, conta.

E, como ela, há uma multidão de descontentes. Celulares e fones de ouvido são companheiros inseparáveis de quem enfrenta a exaustiva jornada do transporte público. Vez ou outra também se vê os olhos ávidos nas páginas dos livros e revistas. O sushi man Michael Lucas Barros Pereira, 31 anos, é da turma do fone de ouvido. Ele vive em São Sebastião e trabalha no Sudoeste. O trajeto é percorrido entre uma e duas horas. Enquanto sacoleja dentro do ônibus, Michael se queixa da falta de pontualidade do coletivo e da redução da frota no período noturno. “A passagem é cara pra gente passar por tudo isso”, critica.

Mais opções

O pesquisador do Ipea Rafael Pereira, um dos responsáveis pelo capítulo da publicação que trata de moradia, mobilidade urbana e governança da política urbana no país, explica que um dos elementos mais importantes na construção da política de transportes é pensar em “justiça distributiva”, ou seja, entender quem vai se beneficiar dessa política pela qual todos estão pagando. “Em diversos países europeus, nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, o investimento em transporte não é um fim em si mesmo, é um meio para facilitar o acesso da população a escolas, parques, áreas verdes, visitar parentes”, elenca.

Existe um consenso, de acordo com o especialista, de que as políticas nessa área deveriam beneficiar mais a população vulnerável e de baixa renda, com o objetivo de reduzir desigualdades. “Expandir o investimento no transporte público é, em última instância, expandir as opções dessas pessoas.”

Fonte: Correio Brazieliense
Data: 23/12/2018
Por: Adriana Bernardes/ Mariana Niederauer

Link: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/12/23/interna_cidadesdf,727018/brasiliense-tem-usado-cada-vez-mais-carros-do-que-transporte-publico.shtml

Representantes da Região Metropolitana assinam protocolo do programa “Cidades Sustentáveis”

Em reunião na manhã desta segunda-feira, 17 de dezembro, lideranças da região puderam ver e conhecer mais sobre o Programa

Na manhã desta segunda-feira, 17, prefeitos da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) tiveram a última reunião deste ano, que contou com a participação do futuro secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, e da coordenadora de Mobilização do Programa “Cidades Sustentáveis”, Zuleica Goulart.

Além dos convidados, também participaram da reunião o prefeito de Ribeirão Preto e presidente do Conselho da RMRP, Duarte Nogueira, o subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, o diretor de Emplasa, Luiz Pedretti, o Engº Carlos Eduardo Alencastre e prefeitos da região.

Durante o encontro, Duarte Nogueira aproveitou para apresentar um balanço das atividades que a RMRP fez nestes dois anos, desde sua criação, além de definir os temas que irão compor as pautas das reuniões do próximo ano.

Além de Marco Vinholi, Duarte Nogueira também convidou o futuro secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, o atual ministro Gilberto Kassab, que não pode estar presente. “É importante que eles conheçam as demandas das cidades que compõem a RMRP, já que são as duas secretarias mais ligadas a essas demandas”, disse o presidente do Conselho.

“Nós temos hoje 218 municípios integrados às Regiões Metropolitanas, incluindo também as Aglomerações, o que significa que um terço dos municípios do Estado está integrado nessas unidades regionais. O papel de vocês é muito importante para que possamos pensar no futuro dessa região a médio e longo prazo, e a definição das prioridades dos municípios”, afirmou Edmur Mesquita.

Durante a reunião, foi assinado um protocolo de intenções sobre o Programa “Cidades Sustentáveis”, apresentado aos participantes por Zuleica Goulart. “São inúmeros benefícios que trazemos totalmente gratuitos, não só o apoio de especialistas, mas também ajudando no planejamento das cidades para tentar facilitar o trabalho das prefeituras, além de uma aproximação maior com a sociedade civil”, explicou.

“Essa região tem uma importância muito grande para o Estado de São Paulo. A única Região Metropolitana fora da macrometrópole que serve de exemplo para outras regiões do Estado. Acompanhei a luta que foi para se tornar uma Região Metropolitana e, muitas vezes, é isso mesmo, superar barreiras”, esclareceu Marco Vinholi.

A próxima reunião da RMRP ficou marcada para o dia 18 de fevereiro de 2019, às 9h, na AEAARP, localizada na Rua João Penteado, nº 2237.

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Projeto da Agenda Teresina 2030 é apresentado aos governos do Rio de Janeiro e São Paulo

Servidoras da Agenda Teresina 2030, departamento da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, levaram o exemplo do Observatório de Mobilidade Urbana, que está sendo implantado na capital piauiense, para um fórum de mobilidade urbana, realizado no último fim de semana no Rio de Janeiro e em São Paulo, a convite da Agência Francesa de Desenvolvimento, financiadora do projeto teresinense.

O fórum “Transição para uma Mobilidade Inclusiva e a Construção de uma Nova Cultura Urbana no Brasil” foi organizado pela agência em parceria com os estados do Rio de Janeiro, onde Teresina foi representada pela especialista em sustentabilidade e resiliência da Agenda Teresina 2030, Flávia Maia, e pela representante da Superintendência de Trânsito, Cíntia Bartz; e São Paulo, que teve a participação da coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa. Nos dois eventos foram discutidas várias questões relacionadas à mobilidade no país e as representantes teresinense foram convidadas para participar do painel sobre gestão e tarifação dos transportes urbanos, falando sobre o Observatório de Mobilidade Urbana que está sendo implantado na cidade.

O projeto prevê a formação de um comitê de observação, que terá acesso a diversos dados e relatórios sobre a operação do sistema de transportes utilizando a tecnologia de encriptação de dados conhecida como Blockchain. A intenção é tornar o sistema mais eficiente e mais atrativo para o usuário, fazendo com que seja mais interessante usar o transporte coletivo ao invés do veículo próprio, reduzindo o número de carros nas ruas e, consequentemente, a emissão de gases poluentes. A iniciativa receberá um investimento de 500 mil Euros da Agência Francesa de Desenvolvimento, que está apresentando o projeto para outras capitais como um possível modelo a ser copiado.

“É muito bom receber da agência esse reconhecimento, considerando um projeto que ainda está em fase de implantação como uma boa iniciativa para ser replicada. Os desafios para a qualidade no transporte público são grandes em todo o país, e Teresina está sendo pioneira ao utilizar a tecnologia Blockchain como uma forma de aumentar a qualidade no serviço, gerando um aumento na demanda e um benefício também na qualidade do ar”, explica Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030 em Teresina.

O Observatório da Mobilidade foi elaborado pela equipe da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, em parceria com a Superintendência de Trânsito. A Agência Francesa escolheu a iniciativa de Teresina entre projetos de toda a América Latina.

Fonte: Cidade verde
Data: 11/12/2018
Por: redação

Link: https://cidadeverde.com/noticias/288921/projeto-da-agenda-teresina-2030-e-apresentado-aos-governos-do-rio-de-janeiro-e-sao-paulo