Feira e congresso de inovação reúne mercado de TIC no Vale do Paraíba

5ª RM VALE TI ocorre de 23 a 25 de outubro no Parque Tecnológico São José dos Campos; inscrições são gratuitas

O robô virtual que conversa, dá sugestões e resolve o problema do cliente. Uma plataforma de serviços que conecta profissionais em diversas partes do mundo para discutir um projeto de aeronave. Equipamentos que preveem as condições climáticas e indicam se o produtor rural deve irrigar ou adubar a terra e aplicar agroquímicos. Simuladores agrícolas desenvolvidos com tecnologia aeroespacial. Sistema automatizado de iluminação pública, semáforos inteligentes, plataformas que gerenciam as ações de segurança pública.

As tecnologias da informação e comunicação (TIC) estão transformando todos os setores e se tornam cada vez mais importantes em todos os processos. Não à toa, as soluções criadas nesse segmento devem movimentar R$ 600 bilhões no Brasil até 2021, segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação).

Nesse cenário se encontra a RM Vale TI – Feira e Congresso de Tecnologia e Inovação, que chega à quinta edição consolidada como grande evento de interesse nacional, já referência por apresentar ao público, em primeira mão, importantes soluções em TIC. O evento ocorre de 23 a 25 de outubro em São José dos Campos (SP) e contempla quatro áreas: cidades inteligentes, indústria 4.0, agronegócio e varejo.

“As TICs são essenciais em todos os ramos de atividades. E a RM Vale TI é um instrumento para estimular a proximidade entre os usuários e os produtores de tecnologia. Nós promovemos o encontro das duas partes”, resume Marco Antonio Raupp, diretor-geral do Parque Tecnológico São José dos Campos.

As inscrições para feira e congresso são gratuitas. http://www.rmvaleti.com.br/

Pesquisa, desenvolvimento e inovação
O Congresso de Tecnologia e Inovação ocorre simultaneamente à feira e é dedicado à difusão de conhecimento sobre novos processos, tecnologias de ponta e grandes cases. Os painéis mostram, do ponto de vista do usuário, como as inovações são fundamentais para aumentar produtividade, reduzir de custos e otimizar gestão e produção.

Neste ano, o destaque está nos grandes cases que serão apresentados. Profissionais de instituições como Brasscom, Embrapa, Magazine Luiza, Bradesco, Sebrae SP, Confederação Nacional da Indústria, entre muitos outros, contam trajetórias de transformação e de sucesso.

Durante o congresso, será possível entender como a inteligência artificial pode potencializar os recursos das cidades e torná-las mais sustentáveis e o conceito de turismo inteligente; conhecer os impactos das TIC no agronegócio; ver os desafios e soluções para a indústria 4.0 com o uso de máquinas conectadas e saber como o varejo está se transformando com o uso de realidade virtual, internet das coisas e big data.

“A RM VALE TI é uma grande oportunidade para empresários e administradores públicos conhecerem as tecnologias disponíveis para suas organizações. Também é o momento de fortalecer a cadeia de empresas que desenvolvem TIC”, diz Marcelo Nunes, coordenador do Cluster TIC Vale, gerido pelo Parque Tecnológico São José dos Campos e responsável pelo evento.

Mercado de TIC no Vale do Paraíba
O Brasil está entre os dez maiores países produtores de tecnologia da informação e comunicação. Dos profissionais brasileiros, 77% se concentram nas regiões sul e sudeste e quase metade deles está no estado de São Paulo.

O Vale do Paraíba paulista é referência no desenvolvimento de tecnologia e inovação, com grandes instituições de pesquisa e multinacionais de peso. São José dos Campos

Saiba mais sobre a RM VALE TI

DESTAQUES DAS QUATRO ÁREAS DA FEIRA

SMART CITIES

Mercado: Empresas de TIC que desenvolvem tecnologias para cidades inteligentes acessam um mercado altamente promissor. Dados da consultoria IDC apontam que os investimentos globais cidades inteligentes devem chegar a US$ 80 bilhões em 2018. A empresa prevê que os investimentos cresçam intensamente entre 2016 e 2021, chegando a US$ 135 bilhões em todo o mundo em 2021.

Novidades: As áreas com maior demanda, em escala global, serão transporte inteligente, segurança pública baseada em dados e energia e infraestrutura resilientes. Tráfego inteligente e trânsito e vigilância visual fixa são os que geram maior demanda no mundo. Na RM VALE TI, você vai conhecer as melhores soluções que se encaixam na realidade das cidades brasileiras e também sobre o conceito de turismo inteligente.

AGRONEGÓCIO – SETOR ESTRATÉGICO NO BRASIL

Mercado: O setor de agropecuária é estratégico para a economia do Brasil. Atualmente, contribui com 23% de toda a produção brasileira. Em 2017, foi responsável por puxar o PIB nacional para cima (enquanto indústria e serviços tiveram PIB negativos). Para 2018, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada prevê aumento de 3,4% do PIB do setor.

Novidades: A grande tendência para o agronegócio é a integração de tecnologias para favorecer a gestão e o aumento da produtividade. A RM Vale TI traz o case da Fazenda 5.0 e apresenta as soluções mais inovadoras para estimular e otimizar os negócios no campo.

VAREJO – TRANSFORMAÇÃO NA EXPERIÊNCIA DE COMPRA

Mercado: O setor varejista é muito importante para a economia nacional: impacta em 47% do PIB brasileiro e é responsável por 17 milhões de empregos, o que representa 16% da força de trabalho do país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com levantamentos da Google, as vendas online no Brasil devem dobrar até 2021.

Novidades: Inteligência artificial para atendimento de bancos e as grandes redes de varejo que inovam com o uso de big data, realidade aumentada e operações logísticas digitais. A feira traz conceitos como o do modelo de cidade inteligente de Xerém (RJ)ProVa Lab, laboratório de varejo criado por associações em São Paulo, do Bradesco Inteligência Artificial e uma sala da realidade aumentada do Sebrae.

INDÚSTRIA 4.0 – NOVAS FORMAS DE PRODUÇÃO

Mercado: Menos de 2% das organizações do país estão inseridas no conceito de indústria 4.0, segundo a ABDI. Estimativas apontam que o setor tem potencial para movimentar US$ 15 trilhões em receitas nos próximos 15 anos. Especialistas acreditam que em 10 anos 15% das empresas já terão tecnologias desse conceito implementadas.

Novidades: Expansão do uso da internet das coisas, inteligência artificial, sensores, nanotecnologia, armazenamento em nuvem e análise de dados. A indústria em todo o mundo tem usado e explorado cada vez mais o potencial da tecnologia de ampliar a produtividade, desenvolver novos modelos de negócio e também de amparar a tomada de decisão das empresas.

Saneamento fica no escuro no debate eleitoral

Na avaliação de especialistas, faltam propostas concretas para o desenvolvimento do setor

Os candidatos à presidência da República ainda não têm propostas concretas para reduzir o atraso do saneamento básico brasileiro, afirmam especialistas. “Embora o diagnóstico do problema faça parte do discurso dos presidenciáveis, o setor carece de um debate mais aprofundado”, afirma o diretor da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto.

O sócio da GO Associados, Gesner Oliveira, concorda. Na avaliação dele, o debate da campanha eleitoral está muito raso em relação ao setor. O executivo, que foi presidente da Sabesp, acredita que uma solução para o setor tem de passar por dois movimentos: a melhora da governança e gestão das estatais e espaço maior para as empresas privadas atuarem por meio de parcerias.

Nesse segundo ponto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa em que se propõe a fazer o diagnóstico do setor nos Estados e traçar o melhor modelo para a expansão dos investimentos. O plano começou com a adesão de 15 Estados, mas hoje conta com apenas 7 (Amazonas, Pará, Acre, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro). “Levantamos as informações e discutimos com o governo o melhor modelo a ser implementado. Cabe a eles decidirem qual modelo adotar”, afirma o diretor do BNDES Guilherme Albuquerque.

Modelos. Ele afirma que o estudo feito pelo banco encontrou empresas com governança adequada, como a Sabesp, e outras com grandes deficiências, como inadimplência de 50% e controles internos inadequados. “De forma geral, vimos empresas com grandes dificuldades, um modelo de negócio difícil de se manter.” Entre as alternativas desenhadas pelo banco para resolver o problema, há Parcerias Público-Privadas (PPPs), subconcessão e subdelegação de alguns serviços.

Esses modelos já começaram a ser adotados por algumas estatais em conjunto com empresas privadas. A Aegea, por exemplo, assumiu no ano passado os serviços de água e esgoto de Teresina, no Piauí. “Há uma falta de oportunidade grande para expandir os negócios. Neste ano, não tivemos nenhuma licitação”, afirma o diretor da Águas da Brasil, Carlos Eduardo Castro.

O presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Roberto Tavares, afirma que as soluções precisam ser analisadas com cuidado. “Não somos contra o capital privado, mas entendemos que a entrada das empresas precisa ser organizada.” Sua avaliação é que não se pode entregar apenas as concessões rentáveis para as empresas privadas e deixar as deficitárias com as estatais, numa referência à Medida Provisória (MP) 844, em tramitação no Congresso.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,saneamento-fica-no-escuro-no-debate-eleitoral,70002545475

Integração metropolitana

O novo governador tem o desafio de continuar o trabalho iniciado pela Câmara Metropolitana e lançar um novo padrão de desenvolvimento

Novamente vamos às urnas decidir quem nos representará nos governos estaduais e federal. No Rio, as candidaturas precisam apresentar caminhos para superarmos a grave crise que atinge o país e o estado. A urgência de coordenação política e a necessidade de planejamento das políticas públicas podem ser o impulso para a retomada da governança metropolitana no Rio, conforme determina o Estatuto da Metrópole.

A boa notícia é que alguns passos já foram dados. Em junho, o governo do estado entregou o Plano Metropolitano, que apresenta uma visão de futuro para a metrópole fluminense. O documento foi coordenado pela Câmara Metropolitana e produzido pelos escritórios Jaime Lerner e Quanta Consultoria.

O Rio tem o maior tempo médio de deslocamento casa-trabalho no Brasil. O diagnóstico do Plano Metropolitano revela a necessidade de estimular o desenvolvimento das centralidades urbanas e tratar as profundas desigualdades sociais e espaciais. A mensagem central é a construção de uma estrutura urbana polinucleada, que aproxime a moradia dos locais com maior oferta de emprego e serviços. Priorizar programas de desenvolvimento urbano, social e econômico na Zona Oeste, na Baixada e em São Gonçalo, assim como a produção de habitação social em áreas centrais, pode reduzir a necessidade dos longos deslocamentos diários.

O novo governador tem o desafio de continuar o trabalho iniciado pela Câmara Metropolitana e lançar as bases para um novo padrão de desenvolvimento urbano no Rio, mais compacto, inclusivo e sustentável.

Com esse olhar metropolitano, a Casa Fluminense e sua rede de parceiros da sociedade civil vêm trabalhando na construção coletiva de uma agenda comum que propague essa visão e estimule ações do poder público. A Agenda Rio 2030 é a síntese deste conjunto de propostas e uma das ferramentas do movimento Rio por Inteiro, que visa a fomentar a participação social nas eleições. O passo seguinte é monitorar esses compromissos, exigindo transparência e participação social.

Henrique Silveira é coordenador executivo da Casa Fluminense, e Vitor Mihessen é coordenador de informação da Casa Fluminense

https://oglobo.globo.com/opiniao/integracao-metropolitana-1-23150868

Pesquisa da Firjan: 90% dos moradores do estado priorizariam investimentos na saúde

Levantamento, realizado pelo Ibope, ouviu 1.200 pessoas

RIO — Se fossem responsáveis pelo orçamento, 90% dos cidadãos fluminenses priorizaram os investimentos do orçamento do estado na área da saúde. Depois da saúde, educação e segurança aparecem como as áreas em que a população avalia que o governo deveria gastar mais. É o que indica uma pesquisa, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e realizada pelo Ibope, que identificou quais são as prioridades dos moradores de todo o estado para a alocação do orçamento do governo estadual. Feita entre 8 e 12 de junho deste ano, a pesquisa e ouviu 1.200 pessoas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Entre a expectativa da população e a realidade do orçamento, no entanto, há um enorme desencontro. Segundo os entrevistados, o Palácio Guanabara deveria deixar de gastar com máquina pública e previdência. Mas o que se vê na realidade é o estado direcionando a maior parte dos recurso orçamentários para sustentar estes dois itens.

Segundo a Firjan, os gastos com a máquina pública e com o pagamento de aposentados comprometeram 62% das receitas estaduais no ano passado. Em 2014, eram comprometidos 51% do orçamento. Entre 2014 e 2017, os itens que perderam mais espaço na composição orçamentária foram a máquina (caiu de 29,95% para 24,95%), Transporte (passou de 6,02% para 1,59%) e Habitação (de 4,13% baixou para 0,21%), diz a pesquisa.

— Existe um descasamento brutal entre as prioridades de alocação de recurso do estado em relação à necessida da população. O estado continua despendendo recusos gigantecos para a máquina e para previdência e não atende às necessidades básicas da sociedade — avalia Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, que pretende entregar o resultado da pesquisa aos dois candidatos ao governo do estado.

Entre as pessoas ouvidas pela pesquisa, 79% dos entrevistadis responderam que colocariam mais recursos na educação. E 72% afirmaram que destinaria uma das maiores parcelas para segurança — A soma dos percentuais ultrapassa 100% porque os entrevistados tiveram que eleger as cinco áreas mais importantes dentre 11 apresentadas pela pesquisa.

De acordo com a Firjan, o que se viu no orçamento do estado foi a redução de investimentos da ordem de 97% em investimentos na saúde entre 2014 e 2017. Na educação, no mesmo período, diz o estudo da Firjan, houve diminuição de 16% (A queda foi de 46% nos investimentos em ensino superior.

Segundo a pesquisa, o clima predominante entre fluminenses é de pessimismo em relação ao futuro do estado. Entre os entrevistados, 60% disseram estar muito pessimista/pessimista, 15% está muito otimista/otimista, 22% não está nem otimista nem pessimista e 3% não sabe/não respondeu.

Junto com o resultado da pesquisa, a Firjan apresentou um diagnóstico da alocação orçamentária, em que a federação a ineficiência do estado. Foi feita uma comparação entre o orçamento de 2014 e o de 2017, em que foi diagnosticado um crescimento da alocação de recurso para o pagamento da previdência do estado.

— O que fica bastante claro: a previdência ganhou espaço significativo dentro do orçamento, aumentando de 21%, em 2014, para cerca de 37%, em 2017. O que chama atenção é que se pegarmos previdência e máquina pública, temos uma composição de 62% do orçamento sendo gastos com estas duas funções. Em total desacordo com as expectativas da sociedade fluminense, que quer saúde, educação e segurança, nesta ordem — comenta Jonathas Goulart, gerente de estudos econômicos da Firjan.

Eduardo Eugênio ressaltou que o próximo governador terá o desafio de controlar o crescimento dos gastos com inativos, se quiser resolver os problemas do estado. De acordo com a análise da Firjan, até 2015, os royalties representavam em média 40% da receita previdenciária. Em 2016, há queda na receita de royalties e o estado ultrapassa o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 2018, com o estado volta a respeitar a LRF, diz a Firjan.

— Temos a questão dos royalties que continuam sendo usados para pagar previdência e despesas correntes. Se nada for feito, haverá a falência do estado de forma definitiva. Estamos no segundo turno (da eleição para governador) e temos que pautar esta campanha. —diz Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

A falta de investimentos em saneamento básico também é citada como um dado grave pela Firjan: 32% da população não tem acesso à rede coletora. E entre 2014 e 2017, houve redução de 21% nos investimentos em saneamento básico.

Principais números da pesquisa
Onde deveria gastar mais?

Saúde — 90%
Educação — 79%
Segurança — 72%
Geração de emprego e renda — 46%
Saneamento — 39%

Qual é o seu otimismo em relação ao estado do Rio?
Pessimista/muito pessimista — 60%
Otimista/ muito otimista — 15%
Nem otimista nem pessimista — 22%
Não sabe / não respondeu — 3%

Por O Globo
09out2018
Simone Cândida

https://oglobo.globo.com/rio/pesquisa-da-firjan-90-dos-moradores-do-estado-priorizariam-investimentos-na-saude-23142304

Plano de mobilidade urbana de Vila Velha estuda expansão de ciclovias

Para melhorar a acessibilidade urbana em Vila Velha, a Prefeitura planeja expandir as ciclovias. Os estudos estão sendo realizados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade (Semdu) e as intervenções cicloviárias serão contempladas por meio do Plano Municipal de Mobilidade Urbana (Planmob), já contratado e em andamento.

Hoje o município possui 46,2 km de ciclovias, sendo 1,7 km de ciclofaixa. A Prefeitura tem um planejamento preliminar de curto a longo prazo para implantação de novas ciclovias e ciclofaixas, bem como para resolução dos problemas de sinalização e acesso das ciclovias existentes.

São cerca de 27 km para serem implantados em curto a médio prazo (em cerca de quatro e cinco anos), dentre estas: ciclofaixa da Rua Leila Diniz, (Novo México), ciclofaixa da Av. Vitória Régia (Novo México a Brisamar), ciclofaixa da Av. Ruy Braga Ribeiro (Santa Inês), ciclofaixa da Av. Sérgio Cardoso (Araçás a Brisamar), conclusão da ciclovia da Av. Carlos Lindenberg (Santa Inês), ciclofaixa da Av. João Francisco Gonçalves (Cobilândia), ciclofaixa da Rua Itaiabaia (Coqueiral de Itaparica), ciclofaixa da Av. Califórnia (Grande Terra Vermelha), ciclofaixa ou ciclovia da Av. Brasil (Grande Terra Vermelha), entre outras.

Cerca de 48 km serão implantados a longo prazo (dependentes de intervenções viárias e não limitadas necessariamente a estes 48 km) como a Estrada Jerônimo Monteiro (Glória à Paul), Avenida Carlos Lindenberg à Av. Robert Kennedy (Cobilândia à São Torquato), ciclovia de Cobilândia à Vale Encantado, entre outras.

O planejamento detalhado dessas intervenções também está sendo consolidado no Planejamento Estratégico de Governo 2017 – 2020 e no Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade (para dez anos), ambos instrumentos em fase atual de elaboração.

Sinalização

Outras intervenções já estão sendo realizadas. Até o final do ano, segundo a Engenharia de Trânsito da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (Semdest) será realizada a sinalização cicloviária em toda a extensão da Avenida Jerônimo Monteiro, nos bairros da Glória, Jaburuna e Centro.

Por ES Hoje
05out2018

http://eshoje.com.br/plano-de-mobilidade-urbana-de-vila-velha-estuda-expansao-de-ciclovias/

Niterói está em quarto lugar no ranking do ICMS verde

Ações em benefício do meio ambiente resultaram no repasse à cidade de R$ 3,6 milhões de janeiro a agosto deste ano

NITERÓI — Depois de saltar do 13º para o 5º maior Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA) do estado do Rio em anos anteriores, Niterói voltou a subir no ranking e, agora, ocupa o 4º lugar, ocupando a lista dos municípios que mais recebem recursos por suas ações ambientais. De acordo com os índices contabilizados para a análise, a extensão de área protegida foi o grande diferencial da cidade, que contabilizou o maior Índice Relativo de Área Protegida Municipal do ranking.

Em 2017, o município recebeu repasse de quase R$ 3,4 milhões referentes ao ICMS de conservação ecológica. De janeiro a agosto de 2018, esse valor já ultrapassou os R$ 3,6 milhões — quantia 66% superior a arrecadada no mesmo período de 2017 — resultado da adoção de políticas públicas voltadas para o meio ambiente. No município, a verba vem sendo destinada a programas de geração de emprego e de inclusão social, investimentos em infraestrutura, segurança pública e educação.

— É o resultado de uma política na agenda ambiental e da sustentabilidade. Quando investimos esses esforços, além de fazermos uma Niterói cada vez mais verde, conseguimos garantir repasses para a cidade investir também em outras áreas — aponta Eurico Toledo, secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Indicadores positivos

Os repasses são proporcionais às metas alcançadas em áreas como unidades de conservação, qualidade da água e gestão dos resíduos sólidos. Quanto melhores os indicadores, mais recursos as prefeituras recebem. A cada ano, os índices são recalculados, dando oportunidade para que os municípios que investiram em conservação ambiental aumentem sua participação no repasse de ICMS.

Na publicação do Diário Oficial do Estado com o IFCA relativo ao ICMS ecológico do estado no ano fiscal 2019, Niterói fica atrás apenas de Rio Claro, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu, cidades com importantes mananciais.

De acordo com publicação da Organização das Nações Unidas (ONU) para a alimentação e a agricultura existem, em média, 123,2 metros quadrados de áreas verdes para cada niteroiense; tratando-se, provavelmente, da maior proporção de zonas protegidas per capita em todas as regiões metropolitanas do Brasil.

Em outubro do ano passado, a Águas de Niterói, em parceria com a prefeitura, deu início à construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Sapê. A unidade será a nona da cidade, com capacidade para tratar 63 litros por segundo, atendendo até 30 mil pessoas nos bairros Sapê, Ititioca, Santa Bárbara e Caramujo e aproximando a cidade da universalização do esgotamento sanitário. Em novembro, foram entregues obras do novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), no Morro do Céu, com um projeto de modelo para descarte de resíduos.

O Globo
02/10/2018

https://oglobo.globo.com/rio/bairros/niteroi-esta-em-quarto-lugar-no-ranking-do-icms-verde-23112004