Inscrições para a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária estão abertas

Compra de ingressos até o dia 17/08 têm descontos

As inscrições para a 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária estão abertas. O evento, promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), será realizado na Universidade Paulista (UNIP) campus Paraíso, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2018.

Compras antecipadas de ingressos têm descontos de até R$ 170,00 para não associados à AEAMESP. Consulte aqui: http://www.semanadetecnologia.com.br/24semana/inscricoes/.

O tema deste ano, “A evolução passa por aqui”, busca valorizar a ação dos agentes do setor metroferroviário, resgatando a memória dos 50 anos desde a implantação do primeiro sistema de metrô no Brasil.

O objetivo é aprender com a história do transporte metroferroviário e usar a tecnologia para ampliar o desenvolvimento das cidades nas próximas décadas.

O congresso contará com o 5º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários CBTUANPTrilhos, a 46ª Reunião do GPAA, o XII Seminário Metroferroviário da ANTP, e o 2º Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário.

Metroferr Lounge Experience 2018

Os organizadores da 24ª Semana de Tecnologia Metroferroviária projetaram um espaço, o Metroferr Lounge Experience, onde os participantes do congresso poderão interagir com os representantes das empresas fabricantes de equipamentos, fornecedores de peças e serviços que estarão divulgando as mais recentes inovações do mercado metroferroviário.

Confira a programação neste link: http://www.semanadetecnologia.com.br/24semana/programacao/.

Para mais informações consulte o site: http://www.semanadetecnologia.com.br/24semana/.

Os desafios de administrar diversos Brasis

Um dos maiores benefícios que tenho como empreendedor social trabalhando para o desenvolvimento de municípios é poder conhecer melhor o Brasil. Nessa rotina de viagens, reuniões e contatos com gestores públicos de todas regiões, um dos pontos que mais me atrai é a diversidade que temos em nosso país. Estamos acostumados a vivenciar a variedade existente na culinária, nas expressões verbais, nas tradições e nas várias manifestações individuais de cada pessoa. Porém, as características de cada município são muito diversas. Estas podem ser observada através dos aspectos sociais, ambientais, climáticos e demográficos – entre outros – distribuídos ao longo de nosso país. Com nosso território continental recortado em 5.570 municípios, essa variedade torna cada município único e, por isto, a tarefa de oferecer políticas públicas de qualidade ainda mais desafiadora aos gestores públicos.

A diversidade pode e deve ser conhecida para que todos nós tenhamos uma melhor compreensão de nossa nação e dos desafios existentes na gestão pública. Isso significa que não podemos fechar os olhos para o fato de que, para uma capital como São Paulo (SP) e seus mais de 12 milhões de habitantes, temos milhares de municípios como São Paulo do Potengi (RN), com menos de 18 mil habitantes. Inclusive, a metade dos brasileiros – que hoje vivem em municípios de menos de 150 mil habitantes – tem os mesmos direitos que os cidadãos das maiores cidades, e os gestores públicos municipais as mesmas responsabilidades. Não podemos omitir que os desafios de oferecer educação de qualidade em Salvador, na Bahia, com praticamente 100% da população vivendo em área urbana, são muito diferentes das centenas de municípios como Salvador do Sul (RS) onde mais da metade da população (60%) vive em zonas rurais. É preciso compreender que oferecer serviços de mobilidade urbana em uma cidade desenvolvida como Campinas (SP), com sua área de 794 quilômetros quadrados, não é igual a disponibilizar nos 3.650 quilômetros quadrados da grande Campina Verde (MG) ou da pequena Campina do Monte Alegre (SP) com apenas 185 quilômetros quadrados.

Quando observamos a população vivendo nesses municípios também identificamos diferenças que devem refletir diretamente nas políticas públicas locais. Se por um lado há de se planejar o sistema de saúde para uma Porto Alegre (RS) onde, em 2010, 10,5% da população tinha mais de 65 anos, por outro os gestores têm que oferecer um sistema de saúde eficiente para os cidadãos de Porto Alegre do Norte (MT), onde apenas 5,7% tinha idade superior a 65 anos em 2010. A segurança também é impactada pela variedade demográfica presente nos municípios. Afinal, quando pensamos na proporção entre homens e mulheres, coexistem em nosso país a Belém (PA) com 54% dos residentes de mulheres e a Nova Belém (MG), que inverte essa distribuição e tem apenas 46% da população de mulheres.

A diversidade se torna ainda maior quando somamos as diferenças dos vários fatores citados, temos então um demonstrativo do nível de singularidade de cada município. Portanto, há de se reconhecer a complexidade do trabalho exercido por nossos gestores públicos, sem, de forma alguma, permitirmos que isso seja utilizado como desculpa pela má qualidade dos serviços públicos que temos hoje. A importância de conhecermos essa realidade, principalmente para aqueles que, como eu, estão fora do setor público, é justamente permitir que possamos ponderar melhor sobre quem queremos que esteja nos representando e o que cada um de nós pode fazer para contribuir com esse desafio, que no fim é de todos brasileiros.

Por Estadão
Humberto Dantas
02.08.2018

https://politica.estadao.com.br/blogs/blog-do-mlg/os-desafios-de-administrar-diversos-brasis/

Mapeamento digital marca início de ações do Aglomerado Urbano

Com investimento inicial de R$ 3 milhões, liberado pelo governo do Estado de São Paulo, a primeira ação da Aglomeração Urbana da Região de Franca, instalada ontem (leia mais nesta página), será a realização de um mapeamento digital dos 19 municípios que compõem o órgão. O intuito é, junto com as administrações e a população, detectar as principais necessidades destas cidades para, posteriormente, serem traçadas as diretrizes de ação para os próximos anos.

“Em 15 dias começaremos o trabalho, que contará com pesquisa de campo. Em dois meses devemos começar oficinas para discutir com a sociedade e autoridades as prioridades e deficiências das cidades”, disse Luiz José Pedretti, presidente da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), responsável pelo mapeamento junto a Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo.

A Aglomeração reúne Aramina, Buritizal, Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Miguelópolis, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista. As populações das cidades somam cerca de 655 mil habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Juntas, as cidades somaram, em 2015, um PIB (Produto Interno Bruto) estimado em R$ 17,7 bilhões.

“Com a definição de políticas públicas, os municípios podem captar investimentos em soluções mais eficientes e baratas. É preciso definir as prioridades para conseguir os resultados”, disse o subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita. Posteriormente, deve ser criado o Plano de Desenvolvimento Integrado que, segundo Pedretti, estabelece as diretrizes que os municípios deverão seguir nos próximos dez anos.

Também participaram do encontro do Conselho de Desenvolvimento da Aglomeração Urbana de Franca, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, e o presidente do G6 (Grupo Político Econômico Suprapartidário de Franca) e da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Dorival Mourão Filho.

Empossados presidente e vice do Aglomerado

A manhã de ontem, 30, marcou a instalação da Aglomeração Urbana de Franca. Com a participação de representantes do Estado de São Paulo e dos 19 municípios que compõem o órgão, o subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, empossou os conselheiros; o presidente, o prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos (PSDB); e o vice-presidente, o prefeito de Restinga, Amarildo Nascimento (MDB).

Criação

As discussões para a criação do órgão começaram em setembro de 2016, a partir de audiências entre o deputado estadual Roberto Engler e Edmur Mesquita e, posteriormente, também com lideranças da cidade.

Em maio desse ano, o governador Márcio França sancionou a lei complementar que oficializou a criação do órgão.

Por Comércio da Franca
31.07.2018

https://www.gcn.net.br/noticias/382500/franca/2018/07/mapeamento-digital-marca-inicio-de-acoes-do-aglomerado-urbano-

PPP do Lixo: entenda porque ela pode nem sair do papel

Prefeitura de Campinas lançou consulta pública nesta semana; projeto é pioneiro e inovador, mas de difícil execução

A Parceria Público Privada (PPP) do lixo aberta para consulta pública pela Prefeitura de Campinas esta semana é um projeto que poderá ser pioneiro no País caso consiga superar os entraves burocráticos e sair do papel. A proposta é tratar 100% dos resíduos, gerar receita e diminuir drasticamente o impacto no meio ambiente. Hoje, Campinas produz 1,3 tonelada de lixo por dia e deposita em aterro.

A proposta é baseada em sistemas modernos de tratamento de lixo em todo mundo. No Brasil, os municípios tentam se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos desde 2010, uma tarefa quase impossível diante do custo de operação. Para se ter uma ideia, a Prefeitura teria de desembolsar R$ 800 milhões para construir esse sistema. Sobrecarregado com as contas em áreas sensíveis como Saúde, Educação e Serviços Públicos, a construção se torna inviável.

Uma das soluções é a PPP. Nesse modelo, o município repassa os serviços para empresas interessadas em tratar o lixo num investimento de retorno demorado, calculado em 30 anos. “Fizemos um estudo da viabilidade econômica. Construir toda essa estrutura e gerenciar o tratamento é caro. A estimativa é que o investimento se pague em 15 anos. Só então a empresa passa a ter retorno financeiro”, diz o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.

OBSTÁCULOS

Algumas questões podem inviabilizar a PPP. O mercado é uma delas. Como o sistema para tratar esse lixo é complexo, poucas empresas possuem a tecnologia para realizar o serviço. Após a abertura da licitação, uma batalha jurídica com a apresentação de recursos, por exemplo, pode prolongar o processo ou até mesmo suspendê-lo. Paulella espera que a Justiça esteja atenta a essas manobras.

Outra barreira é o investimento. O lucro está condicionado à quantidade de lixo. Nos últimos três anos, devido à crise econômica, Campinas reduziu o volume de resíduos, de 1,5 tonelada para 1,3 tonelada diariamente. “Sabemos que a produção de lixo cresce 2% ao ano, mas tivemos essa redução. Esse é um dos riscos que as empresas interessadas avaliam”, disse o secretário.

No Estado de São Paulo, são 369 aterros que operam 39,9 mil toneladas de lixo por dia. Hoje, Campinas envia o seu lixo para o aterro de Paulínia ao custo de R$ 48 milhões por ano. Antes, os resíduos eram encaminhados para o aterro Delta A, que chegou a sua capacidade máxima. Pela proposta, as usinas serão construídas no Delta B. A área é particular, já foi considerada de utilidade pública e será a concessionária que arcará com o custo da operação.

O prazo para a vencedora da concessão construir as usinas é de cinco anos. Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos são assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelo serviços prestados. Quanto mais ela demorar para construir as usinas, menos consegue gerar de receita. A estimativa é finalizar o processo em dezembro.


O secretário Ernesto Paulella (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)

COMO VAI FUNCIONAR

Chamado de Centro de Valorização dos Resíduos, o projeto inclui a construção de três usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão), que leva o nome de CDR. O modelo é avançado e diminui o impacto no meio ambiente.

A receita da venda do material reciclado, composto e carvão é dividida com a Prefeitura. Cada um – empresa e prefeitura – fica com 50%. O carvão, por exemplo, é utilizado em metalúrgicas e usinas de cimento, um mercado que está em crescimento em todo o mundo.

Todo o lixo passará por tratamento. Aquele que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas será descartado pela empresa. Mas a quantidade é pequena. Segundo Paulella, menos de 5%. Também é responsabilidade da concessionária realizar esse descarte da forma adequada.

A proposta do governo está disponível para consulta no site da Prefeitura e qualquer cidadão pode enviar sugestões até o dia 24 de agosto. No dia 27 de agosto será feita uma audiência pública para debater o projeto. Só após essa discussão a concorrência será lançada.

ESTADO

Para oferecer suporte aos municípios, Paulella afirma que a presença do Estado seria fundamental, com a construção de usinas em regiões metropolitanas que pudessem desenvolver essa tecnologia no país.

A partir desse projeto, os municípios poderiam se unir na forma de consórcio e bancar esse investimento. “É assim em várias cidades, na França, na Itália. Como o custo é elevado, municípios pequenos não conseguem avançar nessa política. Seria necessário trabalhar em conjunto. O Estado também possui condições financeiras de viabilizar esses projetos e dar suporte para as cidades”, disse o secretário.

A Cidade ON / Campinas
Milene Moreto | Especial para ACidade ON29/7/2018

Link: https://www.acidadeon.com/campinas/cotidiano/regiao/NOT,0,0,1353058,ppp+do+lixo++entenda+porque+ela+pode+nem+sair+do+papel.aspx

Cidades em transformação

Evento reúne projetos que desafiam os principais problemas das grandes cidades

Soluções em mobilidade urbana, geração de energia, consumo sustentável e inclusão social são apresentadas em grande evento no Distrito Federal.

Entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, Brasília será o grande centro de debates e apresentação de ideias que objetivam a transformação das grandes cidades brasileiras, tornando-as centros mais sustentáveis, inclusivos e amigáveis. Trata-se do “Programa CASA Cidades – Fortalecendo Comunidades para a Construção de Cidades Inclusivas, Resilientes e Sustentáveis” criado pelo Fundo Socioambiental CASA. Serão debatidas iniciativas a respeito de temas fundamentais, como mobilidade urbana, fontes alternativas de energia, reciclagem, saneamento básico, economia sustentável, inclusão social e agricultura urbana.

O evento vai reunir representantes de 150 projetos apoiados pelo “CASA Cidades”, além de especialistas em urbanismo, ambientalistas, ativistas e executivos de organizações apoiadoras. Os projetos estão na fase de implantação e serão realizados em dez grandes regiões metropolitanas brasileiras: Brasília-DF, São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG, Vitória-ES, Salvador-BA, Recife-PE, São Luís-MA, Belém-PA e Porto Alegre-RS.

Dentre os projetos, destaque para os que incentivam o cultivo de hortas urbanas em grandes centros, a implantação da energia solar – além de outras fontes limpas e renováveis – nas comunidades de baixa renda e periferias, implementação de economia participativa e solidária em comunidades, consumo sustentável, reciclagem de lixo eletrônico, discussão de políticas públicas, entre outros. Outro grande objetivo do evento é fomentar o debate e a troca de ideias entre as ONGs responsáveis por cada projeto, e assim proporcionar a criação de uma grande rede, capaz de potencializar os resultados e disseminá-los por todo o país.

O “Programa CASA Cidades” foi concebido pelo Fundo Socioambiental CASA de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS-ONU), conjunto de 17 medidas que devem ser adotadas pelos países signatários até 2030. Entre as medidas estão “tornar as cidades inclusivas, resilientes e sustentáveis” e “assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
“Todos queremos cidades mais amigáveis para seus habitantes. Estes projetos mostram que existem caminhos para isso, e o evento serve para potencializar estes resultados”, diz Cristina Orpheo, diretora executiva do Fundo Socioambiental CASA.

O “Programa CASA Cidades” é fruto da parceria entre o Fundo Socioambiental CASA, o Fundo Socioambiental Caixa e a Oak Foundation.

DM/Cotidiano 28/07/2018
Redação

Link: https://www.dm.com.br/cotidiano/2018/07/cidades-em-transformacao.html

Seminário de Integração Metropolitana acontece em 5 municípios baianos

Atividades acontecem no Centro Pan-Americano de Judô

Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e integrado das cidades baianas, acontece no início de agosto o I Seminário de Integração Metropolitana de Redes e Tecnologias. Estarão presentes diversos representantes do poder público, ONGs e iniciativa privada.

“Vamos ampliar o debate e soluções integradas da tecnologia e da inovação nas regiões metropolitanas do Estado e combater o desequilíbrio tecnológico nos municípios integrantes destas regiões”, afirmou o curador-técnico do seminário e secretário de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de Lauro de Freitas, Mauro Cardim.

O evento acontece nos dias 1º e 2 de agosto, a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, em Salvador, e no Centro Pan americano de Judô, em Lauro de Freitas. Serão realizadas palestras, dentre outros temas, sobre o “Cenário Atual dos Provedores de internet/banda larga da RMS”; “Cidades Inteligentes com foco em Educação, Saúde e Segurança pública”; “Conectividade Trazendo Soluções em Regiões Remotas, ‘‘Políticas Públicas de Redes e tecnologias” e “Importância de uma Política Pública de Distribuição de Rede Integrada de Cabos Multimídia para as Regiões Metropolitanas”. A programação completa pode ser acessada no site do evento (clique aqui).

Também serão realizadas outras edições do seminário em Feira de Santana, no dia 21 de agosto, em Vitória da conquista, no dia 25 de setembro, Ilhéus, no dia 30 de outubro, e em Barreiras, no dia 27 de novembro.

Bahia Notícias 27/07/2018
Samuel Celestino

Link: https://www.bahianoticias.com.br/noticia/224784-seminario-de-integracao-metropolitana-acontece-em-5-municipios-baianos.html