Diretor do Banco Mundial participa de Fórum realizado pela FOLHA e CBN

A FOLHA e a Rádio CBN promovem na tarde desta quinta-feira (14) o Fórum Empresarial Metrópole Norte, que visa discutir o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da Metrópole Paraná Norte. O evento contará com a palestra “O desenvolvimento das regiões metropolitanas”, apresentada pelo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raise, doutor em economia pela Universidade de Kiel, na Alemanha.
O plano, que deverá ficar pronto em abril de 2019, foi contratado pelo governo do Estado e está sendo elaborado pelas empresas Cobrape e Urbtec. Segundo o coordenador executivo Claudio Kruger, o objetivo do trabalho é traçar diretrizes e definir ações estratégicas para o desenvolvimento do Norte do Estado, composto por três regiões metropolitanas: de Londrina, Apucarana e Maringá.

Além dos três municípios principais, fazem parte da região Arapongas, Cambé, Cambira, Ibiporã, Jandaia do Sul, Jataizinho, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Paiçandu, Rolândia e Sarandi. Nos 15 municípios, vivem cerca de 1,5 milhão de habitantes.

Kruger explica que o trabalho é feito em cinco etapas: elaboração do plano de trabalho – já realizada; contextualização da região; construção de cenários e visão de futuro; elaboração do plano de ação; e conferência regional. “Em cada etapa, serão realizadas oficinas temáticas e audiências públicas envolvendo todos os municípios”, conta.

Nas oficinas, serão eleitos representantes das cidades que vão acompanhar toda a elaboração do plano. “As contribuições serão compiladas e apresentadas na conferência final”, afirma o coordenador.

O Fórum desta quinta-feira tem início às 14h30, no Hotel Blue Tree Premium, na JK 1.356. A entrada é franca. Após a palestra com Martin Raiser, haverá um debate mediado pela diretora de jornalismo da CBN/Londrina, Raquel Rodrigues, do qual vão participar Cláudio Kruger, a coordenadora do Plano pelo governo do Estado, Sônia Maria dos Santos, o deputado federal Alex Canziani, e a representante da Cobrep/Urbtec, Tami Szuchaman.

O Fórum também será realizado nesta quinta-feira à noite, em Arapongas, e na sexta-feira pela manhã, em Maringá.

Folha de Londrina ( Jornal do Parana )
Economia e Negócios 14.06.2018
Nelson Bortolin

Link: https://www.folhadelondrina.com.br/economia/diretor-do-banco-mundial-participa-de-forum-realizado-pela-folha-e-cbn-1008678.html

Congresso aprova ampliação de prazo para plano de mobilidade urbana

Senado aprova e encaminha para sanção mudanças no Estatuto da Metrópole que prorrogam a entrega de Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado para dezembro de 2021

O Senado aprovou o projeto de lei que prorroga o prazo de entrega dos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). Segundo o texto, encaminhado para sanção presidencial, os municípios que compõem as metrópoles brasileiras poderão desenvolver os planos até o dia 31 de dezembro de 2021.

Os PDUIs se tornaram obrigatórios com o Estatuto da Metrópole, sancionado em 2015, e deveriam ser elaborados até o início de 2018. No entanto, somente sete das 20 maiores regiões metropolitanas do País haviam conseguido elaborar o documento no prazo original. O Estatuto foi, então, alterado pela Medida Provisória 818, publicada em janeiro, e transformada em lei pelo Congresso Nacional.

O projeto também estendeu para abril de 2019 o prazo para as prefeituras elaborarem o plano municipal de mobilidade urbana. Quem descumprir a regra ficará impedido de receber recursos orçamentários federais destinados ao setor.

O Estatuto da Metrópole estabelece diretrizes gerais para o planejamento, gestão e a execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas.

AECWeb – O portal da Arquitetura,Engenharia e Construção 12/06/2018
Nathalia Lopes

Link: https://www.aecweb.com.br/cont/n/congresso-aprova-ampliacao-de-prazo-para-plano-de-mobilidade-urbana_17522

Planejamento e mobilidade urbana

Conforme as cidades vão se tornando mais populosas ocorrem desdobramentos, positivos e negativos, deste crescimento. Importante destacar que é um movimento demográfico natural dos países, com crescimento vegetativo positivo, e não podemos combater com restrições urbanísticas.

Em algum momento do futuro, quando nossa população parar de crescer nossas cidades também pararão. Se aumentarmos as restrições e criarmos dificuldade para o crescimento das cidades e, principalmente para a oferta de moradias, as consequências serão desastrosas para toda a sociedade como: aumento de favelas e invasões, aumento significativo do preço de venda e locação dos imóveis e a “expulsão” para as cidades vizinhas aumentando, ainda mais, as dificuldades de locomoção.

Quando as cidades crescem, os custos per capita de infraestrutura diminuem, ou seja, é mais barato oferecer, por pessoa, saúde, educação, segurança e transporte desde que, obviamente, haja planejamento neste crescimento.

As áreas de cultura, lazer e entretenimento também são beneficiadas com o aumento populacional de uma cidade, pois quanto mais pessoas vivem em uma região, maior é a viabilidade econômica de bares, restaurantes, espetáculos e, portanto, existe uma oferta maior. Facilmente, podemos observar, pois nas cidades maiores do mundo a oferta destes serviços chama bastante atenção.

Um crescimento desordenado é consequência de um mal planejamento urbano, desrespeito às regras e, principalmente, restrições urbanísticas que, de forma equivocada, muitas vezes buscam limitar o tamanho das cidades.

Nossa cidade de Sorocaba e dezenas de outras de nosso país podem se beneficiar, positivamente, de exemplos já vividos por outras cidades, aprendendo com os erros e acertos de planejamento, ou a falta dele, que impactaram as grandes metrópoles do Brasil e do mundo.

São inúmeros exemplos discutidos durante o processo democrático de aprovação e revisão dos planos diretores e leis de zoneamento. É fundamental discutir para onde nossas cidades devem crescer, a forma como deve ser ocupado o tecido urbano e, principalmente, um planejamento integrado com visão de macrometrópole.

É a grande dificuldade, pois as discussões são municipais e com total autonomia para os vereadores e prefeitos eleitos em cada uma das cidades da região metropolitana e até do conjunto das regiões metropolitanas.

O grande dilema precisa começar a ser discutido em um foro de prefeitos com apoio dos governadores e do estatuto da metrópole que foi aprovado em 2016, também com esses objetivos.

A discussão de mobilidade, que voltou às manchetes e discussões após a greve dos caminhoneiros, também é fundamental que seja feita de maneira intermunicipal para encontrar um novo modal de transportes municipais e intermunicipais, de pessoas e cargas, para nos deixar menos dependentes de estradas, pneus e petróleo.

O planejamento urbano pode contribuir, em muito, para diminuir os deslocamentos ao levar o trabalho, estudo e outros serviços perto das residências e as residências mais próximas, também, de tudo isso.

A maior parte dos planos diretores que foram elaborados, após o estatuto das cidades, buscaram separar as regiões residenciais, comerciais, centrais e industriais.

Os modelos mais modernos interagem de forma equilibrada com empreendimentos multiusos e fomentando a oferta de residência nas regiões centrais das cidades (onde se concentram os empregos) e levar empregos para as regiões mais periféricas das cidades, onde se concentram as residências.

De uma forma ou de outra, a discussão, deste tema, é sempre importante para buscarmos uma cidade com mais qualidade de vida e alegrias para os cidadãos.

Cruzeiro do Sul On line 13/06/2018

Flavio Amary é presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e reitor da Universidade Secovi – famary@uol.com.br

Link: https://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/895342/planejamento-e-mobilidade-urbana

Governador se reúne com Consulado Britânico e discute obras para o Piauí

Em agenda na cidade de São Paulo, o governador Wellington Dias (PT) se reuniu com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e com o Consulado Britânico. Na pauta, investimentos em infraestrutura viária e novos inserção de recursos europeus no território piauiense.

Na Abdib, Dias participou de audiência com Venilton Tadini, presidente executivo da associação, acompanhados de Igor Rocha, diretor de planejamento, e Gabriel Galipo, coordenador do Comitê de Rodovias e Presidente do Banco de Fator.

A Abdib possui grande influência no mercado, seus associados juntos representam aproximadamente 70% do PIB brasileiro. “Hoje acertamos duas áreas de interessante para essa área de infraestrutura de transportes. O grande destaque é a rodovia Transcerrados e outras áreas como VLT, aos estudos da Transnordestina e outro campo na área da securitização”, pontuou Dias.

De acordo com o governador, a Abdib reconheceu a boa modelagem regulatória dos investimentos piauienses em infraestrutura. Wellington acredita ainda que a inserção do setor privado irá potencializar o andamento das obras.

Na reunião no Consulado Britânico em São Paulo, a equipe de governo, também composta pela vice-governadora Margarete Coelho, pelo procurador-geral do Estado, Plínio Clerton, e pelo controlador-geral Nuno Bernardes, apresentou a carteira de investimentos do Piauí para fundos britânicos.

Investimentos como as Parceria Público Privadas (PPPs), ações em turismo, investimentos de transporte, energias e os Ativos Verdes são alvos de interesse dos britânicos no Piauí. “Já temos investidores e fundos ingleses que investem em energia eólica no estado do Piauí, com isso abrimos aqui uma possibilidade de termos recursos do Reino Unido servindo de base para novos investimento”, assinalou Wellington.

Cidade Verde.Com
Da Redação
redacao@cidadeverde.com

“Evoluímos bastante”, diz Rui Palmeira sobre mobilidade urbana

Gestor fala sobre benefícios como Domingo é Meia e Integração Temporal

Implantado em junho de 2017, o Domingo é Meia, que garante ao usuário dos ônibus coletivos pagar apenas 50% do valor da passagem, vem beneficiando uma parcela da população que precisa se deslocar aos domingos. A ação é uma das iniciativas da Prefeitura de Maceió para melhorar o serviço no transporte público da capital.

Segundo o prefeito Rui Palmeira, o objetivo é garantir um serviço de qualidade para o cidadão. “Sabemos que o transporte público é um problema no Brasil todo, mas acredito que conseguimos evoluir bastante nos últimos anos, desde a licitação do transporte coletivo, a renovação da frota, a implantação da faixa azul e o Domingo é Meia, por exemplo, que melhoraram o atendimento na cidade”, disse.

Ainda, segundo o gestor, projetos como o Domingo é Meia ajudam a diminuir os gastos no orçamento dos usuários. “Muita gente utiliza esse benefício, tanto para o lazer como para o trabalho, e economiza, no mínimo, o valor de uma passagem. Em dezembro do ano passado, cinco meses após a implantação do projeto, o cartão Bem Legal foi usado 70 mil vezes nesse dia da semana, o que mostra que a iniciativa contribui para a rotina de quem utiliza o transporte público”, destacou.

No entanto, é necessário lembrar que, para usufruir do benefício, o usuário precisa ter o Cartão Bem Legal Cidadão, cuja primeira via é gratuita e pode ser adquirido nos postos da Transpal do Centro, do Tabuleiro do Martins, na Central Já! do Maceió Shopping e no terminal do Benedito Bentes. .

Integração temporal

Dentro dos benefícios que ajudam o usuário a gastar menos, está a integração temporal. Ela permite o pagamento de uma passagem pelo usuário que tome mais de um ônibus, no período de uma hora e meia, seguindo no mesmo sentido – ida ou volta. “Em relação ao sentido das linhas, o usuário deve ficar atento às combinações que estão disponíveis no site da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT)”, alertou Palmeira.

Para ter acesso ao benefício da integração temporal também é necessário que o usuário tenha o Cartão Bem Legal Cidadão.

Ainda sobre os investimentos na mobilidade urbana de Maceió, Rui Palmeira destacou a implantação, em 2016, da Faixa Azul, que oferece maior celeridade ao transporte urbano. “A implantação da Faixa Azul nas Avenidas Durval de Góes Monteiro, Fernandes Lima, Comendador Leão e Dona Constança, além da sincronização dos semáforos pelas vias da cidade, foram alternativas que encontramos para reduzir o tempo de viagem dos transportes coletivos”, disse Rui Palmeira.

De acordo com a SMTT, cerca de 350 mil pessoas utilizam o transporte público diariamente. Na Faixa Azul, qualquer condutor pode utilizá-la durante os dias úteis da semana entre às 20h e às 6h, e também durante finais de semanas e feriados.

Fonte: Secom Maceió

TNH1 11/06/2018

As Mudanças Climáticas na Macrometrópole Paulista

No final de maio, cientistas de diversas áreas do conhecimento, representantes de governos e da sociedade civil se reuniram para discutir os desafios das mudanças climáticas na Macrometrópole Paulista no evento “Diálogos interdisciplinares sobre a Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista”, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A macrorregião, que é um dos maiores aglomerados urbanos do Hemisfério Sul, abriga 174 municípios das Regiões Metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, de Campinas, de Sorocaba e do Vale do Paraíba e Litoral Norte, das Aglomerações Urbanas de Jundiaí e de Piracicaba e da Unidade Regional Bragantina (ainda não institucionalizada). Essa região é de grande importância socioeconômica para o país, pois concentra indústrias de alta tecnologia, comércio, serviços, agroindústria, os maiores portos e aeroportos, rodovias e polos de conhecimento e inovação do país.

Mas seus desafios também são enormes, principalmente do ponto de vista ambiental, num contexto marcado pelas mudanças climáticas. Essas mudanças no sistema climático trazem riscos para as cidades da região, sobretudo decorrentes de eventos extremos de precipitação e períodos de seca prolongada. Chuvas mais intensas aumentam as chances de ocorrência de enchentes, inundações e deslizamentos de terra; também facilitam a proliferação de vetores como o Aedes aegypti. Estiagens diminuem os níveis dos reservatórios de água. Além disso, as cidades costeiras devem sofrer também com os impactos relacionados ao aumento do nível do mar.

Pela sua importância socioeconômica e vulnerabilidade aos impactos das mudanças climáticas, a Macrometrópole Paulista deve ser foco de atenção de políticas socioambientais que busquem formas de mitigação e adaptação. Algumas cidades, como Campinas, Santos, São Paulo e Sorocaba têm tratado o tema a partir de políticas e/ou planos de mudanças climáticas. Embora essas ações sejam relevantes, os cientistas mostraram que ainda não são suficientes para enfrentar os desafios previstos para a região. O evento reforçou a necessidade de ação conjunta entre os municípios, as regiões metropolitanas e o governo estadual para a formulação de políticas integradas. Além disso, a participação de outros segmentos da sociedade é fundamental na busca de soluções efetivas. Para ver as apresentações do evento: http://www.fapesp.br/11685 – (Foto principal: NASA Earth Observatory/Foto área de Jundiaí: Artur Henrique)

Jundiaí Agora 11/06/2018