RMBH realiza no dia 24/09 Encontro Metropolitano Periferias em Rede

Na próxima segunda-feira, 24/09, às 15h30, será realizado em Belo Horizonte o Encontro Metropolitano Periferias em Rede, com representantes das 33 cidades que integram a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), fora a capital, com objetivo de discutir possibilidades de articulação e trocas na região.

O Encontro é organizado pelo Favela é Isso Aí, em parceria com a Casa do Beco e apoio da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig).

A ideia do Encontro Metropolitano surgiu após o Seminário Periferias em Rede: Re_existências, culturas e potências, realizado em 25/08 último com a participação de cerca de 100 agentes culturais e sociais residentes nas periferias da capital mineira.

Durante o encontro foi possível discutir, em Rodas de Conversa e Grupos de Trabalho, as várias perspectivas e possibilidades de somar esforços e integrar ações de grupos e coletivos que atuam na RMBH, com vistas ao seu fortalecimento.

Uma das conclusões desse encontro foi que a integração entre as 34 cidades que compõem a região fica prejudicada, muitas vezes, por falta de diálogo, encontros e proposições que se convertam em trocas e parcerias efetivas.

Programação

15h30 – Recepção aos convidados e Credenciamento

16h00 – Abertura

Ø  Clarice Libânio – Apresentação do Projeto Periferias em Rede

17h00 – Mesa Redonda | Debate

Ø  Flávia Mourão – Diretora da Agência metropolitana da RMBH | Possibilidades de ação conjunta no Território Metropolitano

Ø  Lucas Guimaraens –  Superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário de Minas Gerais | Cultura e territórios: um olhar a partir das Bibliotecas públicas e comunitárias

Ø  Danubia Gardênia – Ong Rede e articuladora do Projeto Casa Cidades | Trabalho em rede e projetos em desenvolvimento na RMBH

18h30 – Café com Prosa

19h00 – Próximos passos.  Encerramento e encaminhamentos.

Inscrições no link: https://www.habitaclia.com/alquiler-casa_adosada-casa_unifamiliar_total_amueblada-premia_de_dalt-i5542003113516.htm?ady=1&f=&st=3,6,8,10,12,15&geo=p&lo=59

AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DA RMBH

Ecossistema intermodal pode ser solução para transporte nas cidades

Plataformas poderiam combinar avanços na tecnologia para alinhar oferta e demanda

10.set.2018 às 2h00

Uma cidade inteligente é administrada com base em processamento de dados, principalmente na concepção e operação dos sistemas de transporte.

É possível extrair uma enorme quantidade de informações a partir do uso da inteligência artificial, da internet das coisas e de outras tecnologias digitais para tomar decisões inteligentes sobre pessoas, lugares e, sobretudo, sobre a interação que pode ocorrer entre eles.

Cada vez mais, o ecossistema de transporte urbano deverá incluir opções, como compartilhamento de veículos e bicicletas, melhoria das condições para pedestres e veículos autônomos.

Amanda Alcedino, 38, dirige ônibus da linha 609J-10, conhecida como linha rosa por ser conduzida apenas por mulheres na cidade de São Paulo /Rafael Roncato/Folhapress

Está mais do que na hora de as cidades partirem definitivamente para o desenvolvimento de plataformas de mobilidade integradas, que possam empregar a tecnologia para potencializar a utilização do transporte público e tornar mais rápido, eficiente e barato o deslocamento das pessoas nas áreas urbanas.

Contudo, para tirar proveito de forma eficiente das tecnologias emergentes para resolver as questões mais complexas, talvez seja necessário um sistema mais abrangente, que transcenda a infraestrutura existente e impulsione a padronização técnica e a interoperacionalidade entre os diversos modais.

Cidades como Singapura, Copenhague, Dubai e Barcelona estão adotando soluções consideradas exemplos de como a mobilidade urbana pode ser direcionada. Soluções que compartilham dados e condições de mobilidade em tempo real, e podem constituir-se em componente importante para a estruturação de uma plataforma de mobilidade mais ampla.

Por outro lado, o setor privado está se movendo ativamente para permitir uma integração ainda mais profunda e abrangente dos sistemas de transporte.

A Ford, por exemplo, lançou em janeiro deste ano a “Transportation Mobility Cloud”, uma plataforma baseada em nuvem, que pode gerenciar fluxos de informações e transações básicas entre os componentes do ecossistema de transporte –prestadores de serviços, automóveis, bicicletas, pedestres e transportes coletivos.

O objetivo mais amplo da plataforma da Ford, segundo Marcy Klevorn, vice-presidente executivo e presidente da Ford Mobility, é liberar o potencial dos componentes conectados em todos os níveis dos sistemas de transporte urbano, não apenas para avançar tecnologicamente, mas para incorporar suas vantagens ao dia a dia das pessoas que precisam se deslocar pelas cidades.

Uma plataforma intermodal de mobilidade seria capaz de unir a infraestrutura física e os modais de transporte aos prestadores de serviços nessa área, gerando maior produtividade e otimização em todo o sistema.

Essas plataformas poderiam combinar avanços na tecnologia da internet das coisas, big data e análise cognitiva para alinhar mais eficientemente a oferta e a demanda, ao mesmo tempo em que atendem às preferências individuais e otimizam os recursos de transporte para melhorar a vida urbana.

Esses ecossistemas de transporte podem proporcionar troca de informações e processar vários tipos de dados relacionados à mobilidade gerados por sensores e por meio de transações eletrônicas em toda a cidade, permitindo análises históricas de oferta e demanda para adaptar o sistema de transporte a uma melhor adequação futura.

É função dos governantes identificar os modelos de investimento mais adequados para viabilizar a obtenção e o compartilhamento de dados, monitorando a segurança cibernética, incentivando a inovação e a participação do setor privado, além de estabelecer as normas e regras para que sejam alcançados os melhores resultados a longo prazo.

Claudio Bernardes

Engenheiro civil e presidente do Conselho Consultivo do Sindicato da Habitação de São Paulo. Presidiu a entidade de 2012 a 2015.

Link: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiobernardes/2018/09/ecossistema-intermodal-pode-ser-solucao-para-transporte-nas-cidades.shtml

Malha cicloviária das capitais cresce 133% em 4 anos e já passa de 3 mil quilômetros

São 3.291 km de vias destinadas aos ciclistas; em 2014, eram 1.414 km. Ainda assim, elas correspondem a apenas 3,1% da malha viária total das cidades

As capitais do país já contam com 3.291 km de vias destinadas a bicicletas, o que representa um aumento de 133% em quatro anos. É o que mostra levantamento feito pelo G1 e pela GloboNews junto às prefeituras das 26 cidades e ao governo do Distrito Federal. Os dados são referentes ao mês de julho.

Em 2014, eram 1.414 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Apesar de a malha cicloviária ter mais que dobrado de tamanho no período, ela ainda corresponde a apenas 3,1% da malha viária total dos municípios (107.144 km).

A equipe da GloboNews em Movimento testou as ciclovias de três capitais com a maior malha do país: São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Para especialistas, é preciso mais. E isso não se resume apenas a um número maior de vias, e sim a novas formas de integração com outros meios de transporte e a um planejamento adequado.

“É impressionante o número de brasileiros que não se locomovem por não ter ofertadas formas de se locomover. E a bicicleta é esse veículo tão inclusivo, tão importante, até como promoção de direitos humanos fundamentais”, diz Daniel Guth, consultor e coordenador de projetos da associação Aliança Bike.

Carlos Aranha, coordenador de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, afirma que é preciso pensar em soluções intermodais. “A gente tem experiências muito interessantes no exterior de integração de bicicleta com ônibus, com metrô e com trem. Você pode percorrer parte do trajeto de bicicleta e depois pode carregar a bicicleta junto com você.

Em São Paulo, a gente tem um horário extremamente reduzido para trens e metrô. São pouquíssimos ônibus que aceitam a bicicleta. Na prática, é um serviço que você ainda não pode contar. Então, o poder público pode estimular o uso da bicicleta, e a integração com o transporte público, estendendo esses horários, criando espaço para bicicleta com ônibus, trens e metrô.”

Técnico do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Thiago Herick de Sá propõe quatro ações para melhorar a mobilidade urbana nas grandes cidades no futuro.

“Primeiro, temos que envolver a sociedade como um todo desde o princípio nos planejamentos de políticas públicas de mobilidade, em particular no apoio ao uso da bicicleta. Esse é um aspecto fundamental. O segundo aspecto é fazer uma avaliação muito criteriosa, do impacto dessas políticas na saúde, na economia, na redução dos gastos em saúde para a população como um todo. O terceiro é ter um trabalho intersetorial. Trazer o setor saúde, trazer o setor de transporte, de energia, de planejamento urbano. A gente precisa de todo mundo na mesma mesa para construir isso de uma forma sistêmica e de uma forma integrada. O quarto elemento é construir junto com a sociedade uma visão de futuro”, afirma.

Exemplos

A cidade de Rio Branco continua com a maior proporção de vias destinadas a bicicletas em relação à malha viária total (13,4%) e ao número de habitantes (3.570 por km de via), assim como no primeiro e no último levantamentos do G1.

Ciclovias e ciclofaixas representam 13% da malha total da cidade, maior índice do país (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Mas outras capitais também merecem destaque. No último ano, a malha cicloviária de Brasília, por exemplo, ultrapassou a do Rio de Janeiro. Hoje, ela fica atrás somente de São Paulo. Mas a meta do governo é ainda em 2018 alcançar o topo do ranking, com 600 km de pistas para bicicletas.

 

Para os próximos cinco anos, a capital do país tem um desafio ainda maior: quer se tornar a cidade com mais ciclovias e ciclofaixas da América Latina, chegando à marca de 1.200 km.

 

Fortaleza, que aparece na quarta posição com 229,6 km de vias destinadas às bikes, também tem um projeto ousado: chegar a 320 km até 2020.

 

Já Belo Horizonte, que tem apenas a 11ª malha cicloviária entre as capitais, com 89,9 km de vias, planeja mais que quadruplicar esse número. A intenção é que até o fim deste mandato a cidade conte com 400 km de ciclovias e ciclofaixas.

 

Para Victor Andrade, coordenador do Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ, a ampliação da malha cicloviária depende de força política. E essa política precisa ser permanente, diz. Ele afirma que muitas vezes após a expansão as cidades acabam sofrendo com a falta de manutenção.

 

“A ampliação da malha depende muito da pauta, do partido, do prefeito e de seus interesses. Mesmo os que investem, quando comparando com veículos motorizados, ainda é algo muito irrisório. É um investimento pouco representativo na política de transporte. No Rio de Janeiro e em São Paulo, houve ampliação da estrutura exclusiva para bicicleta, mas já é possível ver um desmonte dessa estrutura com a falta de manutenção. Há uma precarização. Já Fortaleza e Brasília estão com força total.”

 

Na outra ponta

Três cidades figuram no topo de baixo da tabela quando o assunto é a implantação de ciclovias. São Luís tem o pior índice de malha cicloviária por habitante: são 60.659 pessoas para cada quilômetro. Manaus tem a pior proporção entre a malha cicloviária e a malha viária total da cidade: 0,85%. E Macapá tem o menor número de vias para bikes entre as capitais: 11,8 km.

 

Em Macapá, a Companhia de Trânsito e Transporte diz que há projetos executivos que deverão ser licitados ainda neste ano e que irão contemplar ciclofaixas e ciclovias, dentro do âmbito do PAC Mobilidade. A ideia é que a malha cicloviária corte a cidade de ponta a ponta, com uma extensão de 42 km.

 

Em São Luís, a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento diz que está em andamento uma proposta de recurso com o Ministério das Cidades, para, entre outras ações de infraestrutura urbana, implantar mais ciclovias e ciclofaixas na capital.

 

Em Manaus, a atual gestão diz que “tem feito o possível para avançar no conceito de mobilidade urbana em todas as obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, contemplando, entre outras medidas, a criação de ciclovias e ciclofaixas em suas ações”.

 

“Alguns parques e praças da cidade já contam com espaço delimitado para os ciclistas. O Parque Ponte dos Bilhares, gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, é referência para os ciclistas da cidade. Os ciclistas contam, ainda, com duas bike station (estações de reparos para bicicletas, contendo ferramentas de utilidade)”, afirma a prefeitura.

 

Com a inauguração do projeto Manôbike, além dos quilômetros criados, a administração municipal diz que, no futuro Parque Camapuã, que atenderá a Zona Leste, a projeção é ganhar mais 1.200 metros de ciclofaixa.

 

“Além disso, outras vias deverão ser contempladas com área para ciclistas no novo conceito de bairro planejado em grandes proporções, aprovado recentemente pelo município e que será implantado numa área que interliga os bairros Planalto, Lírio do Vale e Tarumã.

 

Outro trecho que também está em análise, para a viabilidade de 6 km de uma ciclofaixa, é o Corredor Viário do Mindu. Essa nova ciclofaixa será interligada ao trecho já existente do modal na avenida Natan Xavier, contemplando mais de 12 quilômetros, fazendo o trajeto entre as vias João Câmara e Autaz Mirim.”

 

Brasil tem mais de 208,5 milhões de habitantes, diz IBGE

São Paulo é o estado mais populoso do Brasil com 45,5 milhões de habitantes

O Diário Oficial da União traz, nesta quarta-feira (29), a mais nova estimativa da população brasileira feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o país conta com mais de 208,5 milhões de habitantes, quantidade 0,4% superior aos 207,6 milhões registrados no ano passado. O número atualizado é de 208.494.900.

Três estados do Sudeste estão no topo da lista dos mais populosos:

São Paulo – 45,5 milhões habitantes (só a capital paulista tem hoje 12,2 milhões de pessoas)

Minas Gerais – 21 milhões de habitantes

Rio de Janeiro – 17,2 milhões de habitantes

No Nordeste, a Bahia tem a maior população da região, com 14,8 milhões de habitantes. No Sul, Paraná e Rio Grande do Sul quase empatam no número de pessoas, com 11.348.937 e 11.329.605 de habitantes, respectivamente.

No Norte, o estado do Pará é o mais populoso, com 8,5 milhões de habitantes; e, no Centro-Oeste, o Estado de Goiás, com 6,9 milhões de habitantes.

Entre outros objetivos, a nova estimativa será utilizada para o cálculo das cotas dos fundos de participação de Estados e municípios. Os dados têm data de referência em 1º de julho de 2018 e estão organizados por Estados, Distrito Federal e municípios.

Por Uol Notícias

29.08.2018

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/08/29/brasil-tem-mais-de-208-milhoes-de-habitantes-diz-ibge.htm

Pró-Metropole lança Atlas 2018 sobre a Região Metropolitana de Curitiba

O diretor-presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), Luiz José Pedretti, participa nesta quinta-feira (23/08), como palestrante, do evento de lançamento do Atlas 2018 ─ Ações Estruturantes e Informações da Região Metropolitana de Curitiba, publicação do Instituto Municipal de Administração Pública de Curitiba (IMAP).

O evento é promovido pelo Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba (Pró-Metrópole), que é presidido pelo prefeito de Curitiba, Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

O lançamento será das 18h às 21h (Memorial da Curitiba, Largo da Ordem) e contará com as presenças do prefeito Rafael Greca, do superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, do presidente da Assomec e prefeito de Fazenda Rio Grande, Márcio Cláudio Wozniack, do presidente da Comissão de Direitos à Cidade da OAB-PR, José Augusto Araújo de Noronha, do coordenador do Pró-Metrópole, Alexandre Schlegel, e dos palestrantes Luiz José Pedretti, presidente da Emplasa, e Diana Meirelles da Motta, diretora de Planejamento e Gestão Urbana do Ministério das Cidades.

Link do evento: https://www.prometropole.com.br/